Ensaio sobre máscaras!

Falar de si mesmo é desnudar-se; tocar em velhas feridas nunca antes mensuradas. Falar de si mesmo é auto-exposição...
São poucos os que falam de si com honestidade.
Passamos a vida mascarando dores, anseios, decepções em falsos sorrisos de alegria... enganamos a sociedade como um todo, mas nunca a nós mesmos! Pois toda a nossa bagagem camuflada permanece inalterada dentro de nosso ser.
E a cada olhada no espelho, lá está! São os olhos que tudo vêem que também tudo demonstram... são eles que nos acusam, nos denunciam, nos permitem omitir!
Mudamos o tom da cor dos cabelos, usamos lentes de contato, maquiamos a pele, usamos roupas de grife... mas não mudamos aquilo que vivenciamos.
Está gritante em nossos olhos o que nos vai na alma! Assim como no olhar de uma criança presencia-se a inocência.
Ensinamos que o certo é dizer a verdade seja ela qual for, mas mentimos sobre nós mesmos o tempo todo... mentimos por medo de críticas, mentimos por vergonha, mentimos!
Somos mentirosos compulsivos de uma verdade que está intrinseca em nossas mentes... todos os dias, acordamos e nos mascaramos daquilo que pensamos ser melhor.
Somos tolos, todos nós! Pois ao deixarmos o grande palco da vida tudo o que restará, será apenas pó... e a vivência descaradamente oculta todos nós teremos que levar pro túmulo, pois de lá não há quem fuja e de lá não há quem volte!

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