Ensaio sobre culpas!

Incrível como somos capazes de exercer a destruição muito mais facilmente que a renovação! Como ficamos obsecados em acabar com algo, alguma coisa e esquecemos de exercitar o perdão. Parece mais conveniente por fim do que tentar consertar, tentar compreender... ficamos impetrados em achar um culpado e esquecemos de perdoar... e é tão mais sublime exercer este dom! Perdemos tempo com sentimentos menores, sentimentos que nada nos acrescentam senão a amargura, a frustração daquilo que não conseguimos ser. E tudo porque mergulhamos no egoismo de olharmos apenas para nosso próprio umbigo e esquecemos que é possível dar a volta por cima... somos dotados da capacidade da renovação até mesmo em nossas células, mas não renovamos nosso coração! Permanecemos endurecidos, cada vez mais impregnados da obstinação errônea de que o bem não existe e que ser bonzinho é coisa de gente fraca! Sim, é isto o que acontece! Estamos sempre apontando o dedo para algo, para alguém e esquecemos das nossas próprias imperfeições. Esquecemos que nascemos com os mesmos dons que fulano exerce tão bem... passamos a idolatrar outros humanos que como nós, sentem as mesmas dúvidas e sensações, mas que conseguem ver o outro lado da situação.
E tudo é tão simples, que sequer percebemos... basta olhar para dentro de nós mesmos e ver o quanto somos mesquinhos, tolos, irracionais! Porque quando é com os outros sempre é feio e indigno, mas quando o assunto nos atinge, tudo muda de figura... então há desculpas, então há justificativas convenientemente arraigadas às nossas convicções!
Se ao menos fôssemos justos conosco e com os outros... mas não! Persistimos em afirmar que somente nossas razões e emoções são certas...
Nosso poder de destruição perpetua-se em nossas proles, pois incutimos neles a crença de que estamos com a razão e esquecemos de ensinar sobre perdão, tolerância, paciência, delicadeza, sorriso!
Sim, sorriso! Ninguém sorri pra ninguém... ninguém tem paciência com ninguém! Tolerância então, é uma palavra que está em extinção!
O nosso poder de destruição é tremendo! Destruimos e não nos damos conta e colocamos nas costas dos outros aquilo que nós mesmos criamos... somos eximados de culpa, pois o culpado são sempre os outros!
Como no dito popular: " FILHO FEIO NÃO TEM PAI..." insistimos na réplica e na tréplica, como donos da verdade acima do bem e do mal, afinal que culpa temos nós de exercer tamanho poder?
Mas tão certo quanto dois e dois são quatro, só fazem conosco aquilo que permitimos que nos façam! E as culpas que tão voluntariamente deixamos nas costas dos outros, também nos pertencem, pois somos os únicos com poderes sobre os outros animais...
Dominamos para nossa própria destruição, quando somos dotados da misericórdia e sequer sabemos o seu significado.

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