Sopro

Somos um sopro! Nada somos senão aquilo que vivemos, pois daqui nada levamos.
Senão as lembranças que temos, senão a certeza do que amamos.
Somos poeira, um grão de areia que um dia tomou forma...
Em curvas e traços, pernas e braços num emaranhando de teias!
Olhos inquietos, bocas uivantes
Pedaços de corpos, vidas marcantes!
Somos sopro!
Sopro é o que somos!

Efêmeros bonecos pensantes...

Vidas em risco em contagem pra morte
Menino, mulher, de sorte ou de fé
frágil ou forte!

Criatura? Criador? Empregado ou doutor?
Somos pó e ao pó voltamos...
enlutados pela dor!
Daquilo que nunca fizemos,
Daquilo que nunca dissemos,
Daquilo que apenas pensamos!

Covardes, traidores
Pequenos e grandes... nada somos
Senão um monte de merda ambulante
que pensa ser e nada é: criatura repugnante!
Senão aquilo que nunca foi!
Odores, odores,odores!

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