Eterna Procura

Diga-me onde estás e irei ao teu encontro!
Responda as minhas inquietudes, meus ais... acalenta-me.
Possua-me e verás como sou tua!
Oh amor!
Que dilacera e ferver como vulcão em erupção... devastando, queimando
Deixando marcas, deixando memórias.
Diga-me por piedade onde te achar!
Que mares secretos navegas?
Que fim te deram?
E o teu perfume me embriaga, seja no orvalho da manhã ou no cair da tarde...
Estás sempre presente em cada luar, cada estrela, cada alvorada!
Permaneces, mesmo tão distante.
Onde fostes? Busca-me!
Diga-me teus caminhos, tuas idas e vindas, mas responda-me!
Salva-me da solidão, dias frios, sofridos, lágrimas...
Tenho o peito carregado de afeto...
Tenho a alma franqueada para amar!
Diga-me onde fostes, oh insano! Diga-me!
Irei ao teu encontro completamente despida de preconceitos, dores, pudores!
Ama-me, ama-me, ama-me!
Estou pronta ao teu delírio e êxtase! Pronta para gritar!
E assim poderei deleitar-me nos teus braços e mais uma vez expurgarei meus fantasmas
Exilarei cada mágoa e por ti morrerei!
Feliz, extasiada, mas em ti!
Oh, só mais uma vez!
Diga-me em que mundo estás e assim poderei te encontrar!
Que seja no Himalaia, no Sudão, quiçá.
Quero jorrar em gozo a felicidade de anos sem ti...
Amar e amar... se tu apenas o permitires dizer onde estás!
Busco-te em cada olhar de esperança, cada noite sem lua,
Cada rosto sem riso.
E como num emaranhado de um quebra-cabeças viajo na eterna procura de ti!
Ao menos diga-me uma pista...
Ao menos olhe pra mim!
E deixarei cada pedra no caminho transformar-se em nosso castelo,
E viveremos unidos num só corpo, num só coração!

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