UM SIMPLES ABRAÇO

Quando abrimos os braços, esperamos um abraço
De paz ou de guerra, o que importa é alcançar...
O por-de-sol de dias incertos, mas tão certos quanto a morte
Lutas, batalhas, coisas vãs... utopias!
Queremos o beijo doce, roubado ou não
Da boca desejada em sonhos, o calor do corpo sôfrego!
Quando abrimos os braços, queremos o enlace
Do franco desejo das almas em uníssono...
Não importam as dores, os amores e dissabores da vida
Importa a experiência, a lembrança, o momento.
Esperamos a alvorada da alegria,
O romance dos contos de fadas, com sapos, princesas e afins.
A magia é o deleite...
Queremos nos completar no outro,
Sentir que fazemos parte da vida de alguém... mesmo que por um breve instante!
Sentir-se único, real, feliz!
Locopletar a razão, mesmo que insano do pensamento.
Gozar e gozar com a alma... transcender os limites do corpo;
Apenas pela sensação de saber-se de alguém.
Poder fazer a viagem cósmica com os pés no chão!
E tudo isso num simples abraço...
De nada vale a vida se não tivermos alguém para amar.
Se da vida nada se leva senão a impresão de que nada viveu.
E passa tão rapidamente que sequer a percebemos.
O que permanece são os momentos... as alegrias, vitórias e derrotas
De quem ousou viver cada dor, cada sorriso
Como se fosse o último.

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