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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

NÃO VAI PASSAR!

Nunca vai passar, o teu jeito de me olhar
assim: bem dentro de mim!
Dizendo coisas que palavras não saberiam traduzir!
Nunca vai passar, o teu jeito petulante
o teu peito ofegante,
e o gosto que o teu gozo, já produziu...
É como pele que gruda...
num abraço insano, desnuda
a alma, o corpo, enfim!
Não passará o toque suave dos teus dedos
A boca sôfrega por um beijo
Num ardente momento de desejo
de nós dois!
E os lençóis são testemunhas,
dos destemperos e arroubos de prazer! Que dizer?
Do meu corpo quente, de lado, de frente...
entregue, escravo, carente...
No frenesi do amor a me perder!
Nunca vai passar, o teu jeito de me amar
Louca, alucinada e destemidamente meu!
Está aqui! Em mim... em cada curva do meu corpo
Cada célula que me compõem...
Não vai passar, pois amor não passa
ele fica feito pirraça.
Teima, queima, rasga!
Dentro da alma, intrínseca, calma...
Não vai passar!
Nem a paixão, nem o êxtase, nem nada
Vai ficar enraizado, dentro de mim...
polarizado!
Amor escravo, amor bandido,
Meio sem sentido,
Mas infin…

NUVEM DE FUMAÇA

Eu já me perdi e me achei nos teus braços
e bebi do teu desejo, insaciável, aflita e dependente dos teus carinhos!
Fui tua gueixa, sem queixa!
Fui tua!
E na tua cama, toda nua... enlouqueci!
Mas foi como uma nuvem que passa...
o teu desejo por mim.
Como nuvem de fumaça!
Não tinha solidez para permanecer!
Já fui magnetizada pelos teus olhos,
eletrizada por tua presença...
Hoje, nada me causa... nada me tem!
Eu já sofri e já chorei...
Já fui escrava da tua insensibilidade,
mendigando o teu sorriso,
a tua mão e os teus abraços!
Hoje, meu voo é sozinho...
pelas paisagens da vida
em cada porto um novo alento
em cada corpo, mais atento!
Sorvendo alegrias, embevecida de calor
Outras bocas já provei,
outras curvas derrapei.
Não era eterno, afinal!
Nem o ardor, nem a dor...
Nem o néctar da tua boca...
nada... nada... nada...
Nem a lembrança permanece,
do que parecia inesquecível!
Foi apenas uma nuvem de fumaça,
que vem, sufoca, mas passa!

POIS É!

Pois é, hoje você não sabe de mim...
mas ontem, não era bem assim!
Todo o meu riso era seu
e os seus passos se confundiam com os meus,
como todo casal deve ser!
Mas eu lhe disse que um dia
Você se arrependeria...
por me fazer sofrer!
E lamentaria as palavras doces que nunca ousou dizer.
E eu sei que os seus sonhos estão vazios,
a sua alegria é sem graça
sorri apenas por pirraça,
pra não dar o braço a torcer!
E sei da sua solidão
dos dias sem tesão...
da agonia que te domina!
O meu olhar te persegue,
o meu riso te fascina,
lamentas o que foi teu
e que agora te ignora!
Pois é... sentimentos mudam
a vida segue!
Hoje, sou livre... mas já te amei!
E por você até chorei,
mas foram lágrimas passadas.
De um ledo engano que não volta
Pois da vida, quero a verdade
de quem ama sem vaidade,
de quem por mim tem amizade,
lealdade e muito amor!
Hoje, você não sabe de mim,
pois eu quis que fosse assim,
eu bem distante de você, embora...
Você tão perto de mim!