As curvas da estrada....


E toda música agora me lembra você!
Parece que todos os passos vão em sua direção...
Acelero mais fundo para não sentir
Mas o nó da garganta permanece aqui!
E as curvas da estrada me lembram seu corpo
E até a brisa me lembra teu hálito
Parece loucura, parece tortura...
E se a canção recita a saudade de alguém,
Logo imagino que é a minha também...
Você está em mim!
Como segunda pele, entranhada.
Imagem, miragem, em visões... disfarçada!
Parece praga, feitiço ou coisa assim
Não sai,não sai...
E todos os momentos que vivemos juntos
Foram como um sonho...
Só não previ o fim.
E os meus olhos choram com a canção
Meu coração está sangrando...
E me sinto sufocar pela emoção
Por seguir ainda te amando...
E acelero ainda mais
Na frustrada tentativa de te esquecer
Tirar de mim o que há de você
Para me reencontrar!
Pra voltar a viver!
E desligo o rádio... não quero ouvir
Parece sua voz dizendo pra mim
O que eu nunca sonhei te dizer...
Mas as palavras ecoam aqui
Como sussurros na madrugada
Aos meus ouvidos, obstinadas...
Como quem desdenha,
Como se estivesse gravada!
Mas eu sei que sonhos se desfazem...
Só não pensei que fosse assim...
Eu sem você... você sem mim
Nós dois tão sós!
Sem sequer saber de nós...
Na imensidão de dias sem fim!
E não adianta querer negar
Dizer que não sente mais
Pois os dias são todos iguais
Se você não está aqui!
E não se pode calar a canção
Pois ela ecoa no coração
Como a tua imagem, feito miragem
Assombra minha vida,
A cada chegada, a cada partida
Nas curvas da estrada...
Dentro de mim... enraizada
Ziguezagueando, endiabrada
Permanece aqui...

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