Dependência Quimica!

A DEPENDÊNCIA de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança... quando não o é!

"QUÍMICA" se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separem das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.
A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doenças. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial. Por definição, como o diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso. Exatamente da mesma maneira que poderíamos cobrar o diabético ou o cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.

Diferença de dependência química e vício de drogas

A dependência química é diferente de vício. O vício é geralmente caracterizado pela necessidade compulsiva pela droga, enquanto a dependência química é definida pela tolerância à droga e sintomas de abstinência quando há descontinuidade no uso. O vício de drogas é considerado um estado patológico.

Muitos dos dependentes químicos iniciaram seu relacionamento com as drogas exatamente no lugar onde se suporia que estariam mais seguros: dentro de casa.

Infelizmente os casos de dependência química vêm crescendo velozmente, constituindo hoje uma das enfermidades psíquicas mais constantes. Apenas a ingestão de cocaína decresceu na última década, mas ao mesmo tempo o número de dependentes do crack tornou-se mais amplo, pois esta droga chega mais rapidamente e de forma mais impactante ao Sistema Nervoso Central. As consequências são também mais drásticas e a dependência mais séria e difícil de sanar.

Não é fácil tratar esta doença, pois as reincidências são altas, praticamente metade dos usuários tem uma recaída nos primeiros seis meses e 90% no primeiro ano. Porém, já que ela é classificada como uma enfermidade de natureza crônica, estes números são previsíveis e não indicam a impossibilidade do tratamento. O mais importante é o paciente se sentir estimulado para seguir adiante no processo de recuperação, mobilizar o poder da sua vontade. Ele deve estar preparado para enfrentar os inevitáveis sinais da abstinência, entre eles o aumento da frequência cardíaca e/ou da pressão arterial; suor excessivo; corpo trêmulo e, em estágios mais avançados, ele pode apresentar confusão mental, estados alucinatórios e convulsões.

O dependente será diagnosticado e tratado conforme a droga que ele estiver consumindo, mas normalmente é necessário administrar outro elemento químico ou medicamento, para suprir a retirada repentina da substância habitualmente ingerida. A eficácia de alguns remédios foi testada e demonstrada, assim já é possível alcançar bons resultados no tratamento da dependência do álcool e da nicotina; mas as outras drogas não encontraram ainda um adversário à altura da devastação provocada por elas no organismo humano.

A adoção da psicoterapia também é fundamental na recuperação do paciente. A linha que tem alcançado maiores resultados é a cognitivo-comportamental, que foca especialmente nos quadros de consumo e de abstinência das drogas, procurando despertar no dependente químico condições para que ele se previna de contextos que o levem a recair na ingestão de substâncias químicas que induzem à dependência. É importante igualmente recorrer ao auxílio de órgãos próprios para cada caso, como o Alcoólatras ou Narcóticos Anônimos, até mesmo para a orientação dos próprios familiares. Internar o paciente só é recomendado em contextos mais radicais, como a possibilidade da ocorrência de suicídios, estados de agressividade, psicose e total perda de controle no consumo da droga.

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