Encenação!

Eu acreditei no teu olhar... por acreditar que os olhos não mentem.
Acreditei nas suas palavras, para logo depois descobrir que palavras o vento pode levar!
Acreditei em cada sorriso, como se isso fosse garantia de algo.
Não estou buscando desculpas, não!
Fui eu quem me enganei.
Busquei sinais de sinceridade onde só havia engano.
Não me dei conta das entrelinhas...
as respostas nem sempre concretas...
os disfarces tão bem elaborados.
Mesmo nos momentos de êxtase, eu acreditei
em cada suspiro íntimo, cada murmúrio...
cada vez que seu corpo arfante de desejo suplicava colar ao meu.
Acreditei, como fazem os amantes. Sem parâmetros.
Acreditei na tua farsa, na tua sensacional capacidade de mentir.
Fui como só os loucos são... indomáveis, surdos, abnegados!
E se hoje me retraio é por não saber ao certo onde enfim acordei.
E confesso que preferia estar sonhando.
Somente para estar novamente no calor dos teus braços.
Acreditei em cada sinal de fumaça que me foi enviado
como se com isso alcançasse a tua alma.
Acreditei fazer parte do seu mundo e esqueci do meu...
Hoje não pertenço a nenhum lugar, nada.
Acreditei num futuro inexistente, só meu
o qual somente eu vivi.
Tento não pensar.
Tento não perceber que tudo não passou de teatro... cena!
O tempo todo você fez cena... você não vale nada!
Engana apaixonadamente, por prazer, sabe-se lá por que...
É tão dificil crer que o teu olhar era falso!
Ou fui eu quem li errado?
Já não sei...
Era falso o êxtase também?
Acreditei em tantas coisas... que não sei mais o que de fato era real.
Busco as minhas respostas para continuar vivendo
Sem você... parece que estou sem mim.
Eu me encontrava quando estava perdido em você.
Suas palavras ainda ecoam em meus ouvidos,
assim como a lembrança do seu olhar pra mim...
Parecia ser verdade!
Mas de certa forma foi... enquanto acreditei!
Busco uma foma de encarar que pra você não fez sentido,
nehuma jura de amor, nenhuma daquelas promessas...
Tudo era apenas um jogo de sedução,
sexo, ardor e paixão!
E em meio as descobertas queria estar contigo,
mesmo que de mentirinha, numa mesma cena quam sabe?
Para então poder cerrar o pano de vez
e esquecer que um dia eu te amei!

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