Independência!

Não quero meias verdades, nem meias palavras...
Quero verdades absolutas, rasgadas, doloridas
Que me façam reviver!
Quero palavras certas sem hora marcada
Dizer o que eu penso, chorar o que eu sinto
Ouvir o que me faça pensar!
Não quero um mundo perfeito,
Cheio de ilusões infelizes...
Antes; quero a certeza dos dias incertos
Dos erros e acertos, tropeços...
Quero a vida como ela é!
Não quero naufragar num mar sem tempestades
Quero saborear os revezes, os altos e baixos.
E em ondas suaves ou não, navegar...
Não importa se é dia ou noite
Nem quantas vezes tentei ou vou novamente tentar.
Quero!
Pois a essência da vida está
nas várias vezes em que ousamos atravessar
as bareiras que nos castram.
Não importa o número...
Vivemos e queremos cada vez mais viver.
Pois se a morte fosse bálsamo
nenhum de nós buscaríamos fórmulas mágicas de sub-existência.
Quero gritar quando sentir vontade
Correr, pular... deixar de lado e resgatar
Quero poder me arrepender
Respirar o ar que me rodeia...
Poder dizer ao mundo que estou viva
E não importa se a vida não é exatamente como imaginava...
Pois cada dia é diferente,
Cada dia tem sua própria beleza.
Nada permanece para sempre, senão a lembrança!
E quero lembrar deste dia
como o dia da minha independência.
Quero rasgar dinheiro, andar nua
dizer o que penso e a que vim
dane-se o que chamam sociedade
pois de nada valem conceitos mortos,
palavras vãs!
Quero extrapolar os limites de mim e
não ousem me impedir, pois
cada qual tem seu momento, seu dia
sua hora... e a minha é agora!
Estou gritando; sou livre de você e de mim!

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