Violência Contra a Mulher!


De acordo com dados do Mapa da Violência no Brasil 2010, elaborado pelo Instituto Sangari, com base em dados do SUS (Sistema Único de Saúde), uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil.Nesse estudo, publicado no início de julho, consta que, entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres foram assassinadas no país indicando um índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes, que coloca o Brasil acima do padrão internacional
Cidades como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres próximos dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Entre os Estados, o Espírito Santo é o pior no ranking nacional, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes. Uma realidade de violência que não pune com o rigor da lei os agressores e deixa um péssimo exemplo de impunidade.
Certamente, o grande perigo que ronda as mulheres não está nas ruas, nem é promovido por desconhecidos, não conhece classe social , nem grau de educação.A violência contra a mulher é predominantemente doméstica, acontece na maioria das vezes, dentro de casa, sendo promovida por maridos, companheiros, namorados e outros homens com graus de parentesco sanguíneo ou por afinidade.
Estudos realizados na Universidade Federal do Ceará, abarcando notícias de 2002 e 2006, apurou que 96 mulheres foram assassinadas por armas de fogo, 82 a facadas, 18 por estrangulamento, 21 envolvendo uso de pedaços de pau, 8 com pedra, 8 por espancamento, 5 com foice, 3 com enxada e 1 com tijolo, martelo, machado, facão, tábua de carne, mão de pilão. Houve ainda 2 mortes envolvendo empurrão, 3 degolamentos e 2 mutilações. Em 19 casos as vítimas forma estupradas, em 6 foram queimadas e 3 foram amarradas.

A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.

Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.

Atualmente temos novas leis , como a Lei Maria da Penha que prevê medidas de proteção à mulher ameaçada, uma sociedade e uma imprensa mais conscientes, mas as mulheres continuam a ser assassinadas. Temos os casos recentes de Mércia Nakashima , Eliza Samudio, e de Maria Islaine de Moraes,uma cabelereira de Belo Horizonte, que filmou no salão a própria morte, depois de ter denunciado as ameaças que vinha sofrendo do ex-marido. Portanto, vivenciamos um grande hiato de tempo e um reforço legislativo, mas não vemos mudança nesse trágico cenário.

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