Entre o passado e o presente, existe o FUTURO!

Era 25 de maio de 1871 quando uma mulher ajoelhou-se diante do Senado e assumiu a regência do Brasil. Parecia apenas o cumprimento da regra imperial, mas Pedro II teve que enfrentar resistência para entregar a coroa à filha, a Princesa Isabel.

Era um momento tenso. O Imperador patrocinara o envio da proposta de Lei do Ventre Livre e, nos clubes das lavouras e no Parlamento, as elites escravocratas resistiam. Muita gente achou uma imprudência, até porque, aos 24 anos, a princesa Isabel nunca tinha mostrado a mesma vocação para o poder que a bisavó Carlota Joaquina, nem mesmo a da avó Leopoldina que, nos bastidores, tinha participado da Independência.

A princesa regente assumiu o poder duas outras vezes e acabou governando mais de três anos, quase um mandato presidencial. Na terceira e decisiva regência, entrou para a História. O país estava dividido e ela escolheu o lado certo, isso é o mais relevante. Participou ativamente das negociações que levaram à Abolição. Afastou, por outros motivos, um dos grandes obstáculos à Lei Áurea, o Barão de Cotegipe da presidência do conselho de ministros e nomeou João Alfredo, simpático à libertação dos escravos. Que ela conspirava contra a ordem escravocrata se sabia no Palácio, onde seus filhos editavam um jornal abolicionista, considerado subversivo pelos donos de escravos. Naquele distante 1888, foi a última vez que uma mulher governou o Brasil, até o dia 01 de janeiro de 2011, quando Dilma Rousseff assumiu a presidência.

Mas ainda não avançamos o suficiente, haja vista que nós mulheres somos 44% da População Economicamente Ativa, mas ganhamos menos e ainda ocupamos apenas 14% dos cargos de direção das 500 maiores empresas brasileiras.Ao longo de 73 anos (1936-2009) a representação feminina passou de 1% para 9%: com todas as intensas e duradouras transformações políticas, econômicas, sociais e culturais ocorridas no Brasil ao longo deste mesmo período, é extremamente desproporcional a participação político-institucional das mulheres, contrastando, inclusive, com a sua significativa presença em outras áreas.

Mesmo com exemplos notáveis de lideranças no meio político, sindical e na sociedade civil organizada, as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer até alcançar a almejada igualdade, ocupando espaços de poder e de decisão hoje reservados aos homens.
Democracia requer ruptura com privilégios e efetiva igualdade para o exercício da cidadania e acesso aos espaços de decisão no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.
A participação de Mulheres no Executivo não pode depender da magnitude dos governantes.
Há um círculo vicioso na reprodução da desigualdade. São tão poucas as Mulheres nesses círculos que suas eventuais falhas e fracassos reforçam a exclusão, participação mais ampla, em espaços variados, criará identificação, confiança emotivação para estimular as Mulheres a incursionarem nos espaços decisórios. Enquanto forem tão poucas, não muda a cultura sobre o papel das Mulheres no espaço público e as próprias Mulheres manterão a estranheza e o distanciamento em face da política.

No poder, assim como os homens, as Mulheres acertam e fracassam e representam projetos progressistas ou conservadores. A desproporção de representação política fica mais exacerbada quando se toma a participação das Mulheres negras e indígenas, as mais pobres entre os pobres.

Mas nem tudo está perdido, afinal:
No Brasil, durante os últimos cinco anos, a mulher tem comemorado várias conquistas no sentido de afirmar e efetivar direitos assegurados na legislação brasileira com o intuito de implementar políticas públicas avançando na busca pelas relações de igualdade entre gêneros.

PODEMOS CITAR:
Secretaria Especial de Política para as Mulheres(2003).
I Conferência Nacional de Políticas para as mulheres(2004).
Conselho Nacional de Direitos das Mulheres.
Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial.
“LEI MARIA DA PENHA”.
Programas de combate a DST,AID´S.
Planejamento Familiar-Mortalidade Materna.
Feminização no mercado de trabalho e o Movimento Sindical
.Nos últimos quinze anos verificamos um aumento significativo na participação das mulheres no mercado de trabalho.

Saúde das mulheres
Segundo dados divulgados pelo IBGE, em 2005, 20% das crianças que nasceram no Brasil são de adolescentes, e a taxa de natalidade e fecundidade varia de acordo como rendimento da família e a escolaridade da mulher
A taxa de incidência de HIV/AIDS tem crescido sistematicamente, atingindo 14,29% entre as mulheres contra 21,9 dos homens, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em escala bastante elevada, a mortalidade materna, em decorrência de complicações no parto, é o resultado de fatores sócio econômico, baixa informação e escolaridade, dificuldades de acesso a serviços de saúde de qualidade e abortos clandestinos.

Contra todas formas de violência contra a mulher
Em agosto de 2006 foi sancionada uma das leis mais importantes na defesa da integridade física, moral e mental da mulher a Lei Maria da Penha.
A violência de gênero pode aparecer de diferentes formas e é estabelecida a partir das relações de poder. Está presente em todas classes sociais, religiões,cor, raça, sexo ou etnia, independente do nível de escolaridade.

Entre avanços, conquistas e lutas, nós mulheres temos um longo caminho a percorrer; mas independentemente de qualquer resultado o importante é não desistir.
Nas múltiplas funções diárias que assumimos e somos capazes de cumprir, talvez a mais sublime delas seja exatamente esta: SER MULHER!
E mesmo que diante de tantos obstáculos, sabemos que entre o passado e o presente sempre vislumbraremos o futuro!

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