Bombeiros do Rio de Janeiro, de Heróis a Vândalos!

Numa manifestação por melhores condições salariais, vimos nossos Heróis serem transformados em Vândalos, tratados como criminosos e encarcerados em quartéis...
Lastimável!
Uma das únicas classes militares que retém o apoio incondicional da população do Rio de Janeiro, sendo admirados por sua coragem, intrepidez e incansável na luta por realizar suas missões; hoje não passam de prisioneiros...
Desde quando reivindicar melhorias, tornou-se vandalismo?
Vandalismo é o que fazem com homens como eles, que passam noites retirando corpos de morros desabados como foi no próprio Bumba há cerca de um ano... ninguém recebeu honras por isso, afinal nada mais fazem que sua derradeira obrigação!
Mas é obrigação deles também retirarem cadáveres das estradas?
Os Bombeiros do Rio de Janeiro estão sendo tratados com profundo descaso já faz alguns anos...
Apesar de terem sido inicialmente constituídos com a função de combate a incêndios, as funções dos bombeiros alargaram-se para quase todas as áreas da protecção civil. Conforme o país e o corpo de bombeiros, as várias áreas de intervenção dos bombeiros são:

Combate a incêndios florestais;
Combate a incêndios urbanos;
Combate a incêndios industriais;
Resgate em grande ângulo;
Emergência médica pré-hospitalar;
Salvamento aquático.
Desencarceramento em acidentes rodoviários e ferroviários;
Intervenção em incidentes eléctricos;
Intervenção em incidentes hidráulicos;
Intervenção em incidentes com matérias perigosas;
Intervenção em incidentes com redes de gás;
Corte de Árvores em risco iminente de queda;
Captura de animais correndo ou oferecendo risco.
Resgate de corpos ou bens submersos.
Prevenção contra Incêndio e Pânico

O novo comandante do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro, Sérgio Simões, admitiu que o salário “é uma dificuldade da corporação” e que o valor praticado no Estado “não é compatível” com a função. Mas disse que “não adianta” fazer comparações com outros Estados.

“A defasagem salarial veio se agravando ao longo dos anos”, afirmou em entrevista coletiva nesta terça-feira. “A gente quer encontrar qual é o salário. Agora, não adianta ficar com comparações que não são conclusivas, dizer que o soldado em Brasília ganha R$ 5 mil. Isso não é o parâmetro.”

O coronel assumiu o comando dos Bombeiros do Rio no sábado, em meio a uma crise sem precedentes na instituição. Na sexta-feira, cerca de mil manifestantes ocuparam o Quartel Central dos Bombeiros e foram retirados apenas na manhã seguinte, com a invasão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque.

Dentre os manifestantes, 439 bombeiros foram presos na operação, e o então comandante-geral foi exonerado do cargo.

Simões chamou para si a responsabilidade de resolver o problema da greve e de apresentar as reivindicações da categoria ao governador do Rio, Sérgio Cabral. “Eu abri esse canal de comunicação para ouvir a tropa, conhecer suas reivindicações e, principalmente, esclarecer que o representante legal da instituição sou eu.”

Ele seguiu da coletiva para uma reunião com três líderes do movimento e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo (PMDB), que vem apoiando os bombeiros, e disse que solicitaria uma reunião com o governador assim que tivesse as propostas consolidadas para lhe apresentar. “Acredito que até amanhã teremos uma solução definitiva”, disse.


Os 439 soldados estão presos em Niterói. Suas ações foram enquadradas em quatro artigos do Código Penal Militar: motim, dano em viaturas, dano a instalações e o impedimento de socorro e salvamento a outros.

Os manifestantes pedem a anistia dos bombeiros e conquistaram o apoio de parlamentares. Mas Simões ressalta que não tem competência para libertá-los, e nem mesmo o governador poderia tomar tal decisão. “Os presos estão à disposição da Justiça Militar. Os poderes são independentes, a decisão é da Justiça.”

A invasão levou o governador Sérgio Cabral a chamar os bombeiros de “vândalos” e “irresponsáveis”. Já Guerreiro condena a ação “truculenta” da Polícia Militar, “um órgão coirmão”, na represália à invasão do Quartel Central.

Queremos que a sociedade também faça parte desta que é uma questão social! Bombeiro não é bandido, Bombeiro é nosso Amigo!
Que haja sensatez por parte da Justiça Militar, do Governador e também do novo Comandante da Corporação, para que assim também haja respeito com o qual sempre nos trataram estes profissionais dedicados e hoje precisam de nosso apoio.
VIDAS ALHEIAS E RIQUEZAS SALVAR, MAS SALVEM OS BOMBEIROS!

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