Os Profissionais de Saúde e a Violência Contra a Mulher!

Os profissionais de saúde podem ajudar as mulheres a se protegerem da violência doméstica, mesmo que não estejam ainda prontas para abandonar o lar ou de disponham a informar às autoridades sobre os parceiros abusivos. Quando as pacientes têm um plano de proteção pessoal, elas têm mais condições de lidar com as situações violentas. Os profissionais de saúde podem discutir os seguintes pontos com cada mulher, ajudando-a a preparar seu próprio plano de proteção pessoal:

- Identifique um ou mais vizinhos a quem você pode informar sobre a situação de violência que enfrenta em sua casa, pedindo-lhes que peçam ajuda se ouvirem algum distúrbio em sua casa.
- Se for impossível evitar uma discussão com seu parceiro, procure mantê-la em um cômodo ou área da casa de onde você possa sair facilmente, se as coisas piorarem. Afaste-se de qualquer lugar da casa onde possam haver armas à disposição dele.
- Pratique como fugir de sua casa de forma segura. Identifique as portas, janelas, elevadores ou escadarias que você deveria usar em caso de emergência.
- Mantenha sempre uma sacola pronta com um jogo extra de chaves, dinheiro, documentos importantes e roupas. Deixe esta sacola na casa de um parente ou amigo, caso você tenha que abandonar sua casa às pressas.
- Escolha uma senha para sinalizar aos seus filhos, familiares, amigos e vizinhos se estiver precisando de ajuda de emergência ou se quiser que eles liguem para a polícia.
- Decida para onde irá se decidir abandonar o lar e tenha um plano de como chegar nesse lugar (mesmo que ache que não precisará fugir).
- Use seus instintos e discernimento. Se a situação for perigosa, talvez seja melhor concordar com as exigências do parceiro para acalmá-lo. Você tem o direito de se proteger e aos seus filhos.
- Lembre-se: você não merece ser espancada ou ameaçada.

Os profissionais de saúde podem fazer muito para ajudar suas clientes vitimas da violência de gênero. Mas, com freqüência, perdem as oportunidades de ajudar por se manterem desinformados, indiferentes ou preconceituosos. Quando recebem treinamento e contam com o apoio dos sistemas de saúde, os profissionais e os serviços de saúde podem fazer muito mais para responder às necessidades físicas, emocionais e de segurança de mulheres adultas e jovens que são agredidas.

Primeiramente, os profissionais e serviços de saúde devem aprender a abordar a questão da violência com as mulheres de uma forma que as ajude ao mesmo tempo, demonstrando compreensão e oferecendo apoio. Eles podem prestar atendimento médico, documentar os ferimentos sofridos e encaminhar tais clientes aos serviços de assistência legal e social.

O planejamento familiar e outros serviços de saúde reprodutiva têm, particularmente, a responsabilidade de ajudar, porque:

• assédio tem um impacto muito forte apesar de pouco reconhecido na saúde reprodutiva das mulheres e no seu bem estar sexual;
• Os profissionais de saúde só podem fazer um bom trabalho quando entendem que a violência contra a mulher e a falta de poder destas afetam sua saúde reprodutiva e sua capacidade de tomar decisões;
• Os profissionais de saúde reprodutiva estão em posição estratégica ideal para identificar as vítimas da violência e encaminhá-las a outros serviços comunitários de apoio.

Os profissionais de saúde podem mostrar às mulheres que a violência é inaceitável e que nenhuma mulher merece ser espancada, sofrer abuso sexual ou padecer de sofrimentos emocionais.

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