A Dor da Condenação!

Os meios de comunicação cada vez mais anunciam casos de estupros seguidos de morte.
Falamos de leis mais severas, falamos de reestruturação penal, falamos de ressocialização, mas não falamos na dor dos familiares que perdem seus entes queridos e vêem o Estado falar em indenização; como se isto fosse apaziguar a ausência, a saudade, a lembrança!
Nenhum valor financeiro é capaz de apagar a dor da perda de quem se ama!
Quem fica, sofre!
Quem vai, deixa marcas!
E quem comete o crime, nem sempre se arrepende.
O assunto fica ainda mais pungente quando se trata de crianças...
Nenhum pai ou mãe se conforma.
Gera-se um filho com a espectativa de vê-lo adulto, feliz!
A perda abrupta, significa frustrações de sonhos... dor que dilacera a alma; que fragiliza, que desumaniza.
Não raro,  vemos casos em que a "justiça" é feita  com as próprias mãos.
Na ausência do poder público, a dor supera a razão e cria o justiceiro...
A dor é cega!
Muito recentemente vimos o caso da mulher que se vingou sequestrando e matando a filha do amante, por ter sido rejeitada pelo mesmo.
Crime bárbaro, sem explicação que possa justificar a atrocidade. Não há justificativa para isso!
Podem dar classificações variadas como: psicopatia, dupla personalidade... que seja! Mas nada neste mundo pode sanar a dor, nem o desespero de quem fica.
Não há como identificar um monstro...
Na maioria das vezes, são pessoas tranquilas, serenas, acima de qualquer suspeita.
O mal é silencioso!
O que aterroriza na maioria dos casos é o requinte de crueldade imposto as vítimas... mesmo em se tratando de crianças! O criminoso as vezes dá detalhes minuciosos de como cometeu o crime.
E o sofrimento de quem perdeu seu filho(a) é acrescido de  meses em tribunais... numa batalha por justiça que jamais será sanada, pois a dor é pessoal e intransferível.
Mesmo num julgamento justo, não vai deixar de sentir a saudade, nem deixar de ter a lembrança!
Perder um filho (a) é perder um pouco de si mesmo. É não ter mais a continuidade de si, vertida no outro...
Somente quem passa pelo fato pode dizer o tamanho daquilo que sente.
Não há consolo, não há palavras que confortem, não há tempo que faça esquecer; nem julgamento que possa satisfazer, pois nada disso traz de volta o ente querido.
Na verdade, tudo que se quer é poder ter nos braços aquele corpinho miúdo e indefeso que um dia se acalentou numa maternidade.
Tudo que se quer é poder ouvir o riso, ver as peripécias, brincar de esconder ou observar o sono...
É  a presença que faz falta!
O vazio que emudece... faz os olhos marejarem de lágrimas cada vez que a mente teima em recordar de algo.
Não há "pena" que liberte um pai ou uma mãe da condenação de viver sem seu filho (a)!

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