Nada de Novo!

Estamos em ano eleitoral e vemos uma gama de candidatos afoitos por conquistar a confiança da população. Todos prometem aquilo que o eleitor está ansioso por ver resolvido. Todos tem a fórmula mágica que resolverá todos os problemas sociais...
E haja distribuição de beijos em criançinhas, abraços fraternais, tapinhas nas costas, sorrisos largos...
Cenas que presenciamos a cada eleição!
Pena que uns poucos estão realmente mobilizados e engajados em soluções verdadeiramente viáveis aos cidadãos. Não invariavelmente alguns desavisados e sem noção, prometem coisas que estão além de sua alçada...
O que vemos nas ruas é um derrame de placas, santinhos, galhardetes... faixas! Dinheiro público que deveria ser investido em educação, transporte, saúde, segurança pública, saneamento! Dinheiro público que vai pro lixo, após 7 de outubro.
Tivemos uma batalha para conseguir a Lei dos Fichas Limpas e no entanto, teremos fichas sujas concorrendo a cargos públicos livremente, como se nada tivesse acontecido.
Somos um povo subserviente? Omisso? Sem identificação política? Ou apenas um povo crédulo demais numa justiça cega e vagarosa, além de vergonhosa?
Somos um povo sem cultura?
Fico pensando nas gerações futuras...
Onde estão os revolucionários? Aqueles que sonharam por uma sociedade igualitária, uma sociedade justa... morreram todos?
Que tipo de orientação politica deixaremos como herança?
Temos um leque esplêndido de escândalos financeiros que emporcalham o cenário político brasileiro.
E não há, hoje, um nome que se possa dizer revolucionário!
Um nome que pregue e viva o que acredita!
Pra mudar o País, tem que tomar posse dele! Dirigí-lo! Mas encontramos um número de jovens apáticos politicamente e sem qualquer direcionamento.
Enquanto permanecem no poder, aqueles que fazem da política um meio de vida perpétuo.
Vemos os mesmos nomes em cada eleição, com as mesmas propostas que duvidosamente serão cumpridas.
Não há nada de novo no reino tupiniquim, quiçá em São Gonçalo!
Candidatos com poder aquisitivo estão em mídias sociais, mídias pagas, com grande visibilidade e alarde... enquanto que candidatos menos favorecidos, sequer tem seus nomes divulgados.
Sou de um tempo em que política era pra ser exercida com verdade, hoje, temos uma política em que não se exerce e sim; faz-se carreira para constituir fortuna e nada mais.
Enquanto não descobrirmos nossa identidade política e entendermos que precisamos exercê-la em seu papel pleno, continuaremos assistindo as mesmas cenas, os mesmos escândalos, as pantomimas e ardis de sempre.
Precisamos ouvir todos os candidatos, suas idéias, suas propostas, o que fizeram, o que pretendem fazer e se tem ou não algo a acrescentar. Precisamos descartar candidatos estrelas, que se cham os donos da verdade e que estão acima do bem e do mal...
Desconfiar de promessas demais... ações de menos!
Candidato que se preze tem que ter verdade e vontade política!
Não reeleger candidatos que nada contribuem senão para aumentar seus próprios salários!
Povo apolítico é povo manipulado!

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