Sou Mia!

Refugio-me no silêncio.
Reinvento-me nas lembranças.
Reconcilio-me na dor!

Sou nada, sou fraca.
Sou só!

Não quero meias palavras...
-- Pois inteira, sou!

Refrigero minha alma
Quero paz, quero calma
Quero amor!

Recomeços, risos e tropeços...
Sonhos, vividos e sofridos
Tudo aqui!

Vida em desalinho,
Corpo sem carinho
Pedaços de mim...

Reconstruo-me em verdades
Desfaço-me de  ti!

Sem tormentas, sem frescuras
Num silêncio sem lamúrias
Vou deixando de ser!

Encontro-me na essência
do meu nada.
Louca, feroz, abandonada...
Simples, tola, apaixonada!

Reorganizo-me. Refaço-me. Recrio-me!
Silêncios ininterruptos... companheiros.
Raciocínios da verdade, absolutos!

Perco-me em achados valiosos,
Destruo velhos conceitos.
Sou sombra, sou brisa, sou canto.
Sou luz!

Decifro-me no tempo...
Nem sempre curto,
Onde pontos e vírgulas se acham
Num emaranhado de reticências...

Encontro-me... releio-me!
Sou cria, sou forte, sou Mia!






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