A Família Moderna!




A chamada família contemporânea nasceu de profundas mudanças da dilatada lacuna entre a família clássica e a família moderna. Antes a família era matrimonializada e patriarcal, com predomínio do homem, chefe da família. Colocada estava a supremacia do homem na relação conjugal.
Na antiga família, os laços de sangue eram mais importantes e o interesse econômico prevalecia sobre os vínculos do amor. Sendo que muitos casamentos sobreviviam ausentes de afeto, sua coesão era vinculada à propriedade e à estirpe.
Com as constantes transformações da sociedade, a família moderna adquiriu um novo paradigma, acolhido por sua nova identidade, cujos valores se modificaram. A realidade das famílias modernas esboçou uma revolução em sua organização, enfraqueceu o autoritarismo do pai ao tempo que a mãe deixou o fogão para concorrer com os homens no mercado de trabalho.

A sociedade transformou-se novamente, posto que a mulher com sua habilidade influenciou positivamente o mercado de trabalho, a política, a educação e o próprio homem. Porém, com essa metamorfose familiar, advieram crises de valores culturais e éticos. Em face da concepção inadequada de liberdade, a moral familiar entrou em choque com a moral universalizada – fabricada.
Com a rapidez da comunicação no mundo, a humanidade de hoje,
tentando acompanhar esta evolução, abriu o caminho para a quebra de vários tabus, onde um deles com certeza é a liberação sexual, e neste contexto o surgimento de um novo tipo de família, estas formadas por companheiros do mesmo sexo, onde na vontade e no amor que sentem um pelo outro, acham-se preparados para ter filhos.
Com a alteração do Estatuto da Criança e do adolescente introduzida pela Lei 12.010 de 03.08.2009, trouxe modificações profundas no instituto da adoção em nosso país.
Nessas modificações mereceram destaques as considerações sobre a adoção internacional, a “adoção à brasileira”, a adoçãointuitu personae, a adoção por pessoa jurídica, a adoção do nascituro e embriões, além da adoção por homossexuais, temas que suscitam discussões e controvérsias.
A adoção visa oferecer um ambiente familiar favorável ao desenvolvimento de uma criança, que, por alguma razão ficou privada da sua família biológica.

Apesar de raros, já existem casos de adoção por casais do mesmo sexo no Brasil apenas após recurso aos tribunais, porém este tipo de adoção é pouco difundido no Brasil.
A Constituição Federal, no seu art. 227, estabelece:
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão"
....
§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos e condições de sai efetivação por parte dos estrangeiros.
A Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao regulamentar o § 5º do art. 227 da CF, dispõe:
Art. 42. Podem adotar os maiores de vinte e um anos,
independentemente de estado civil
(grifou-se).
De acordo com a Lei não há impedimento para adoção por casais homossexuais.
Ora se uma criança esta sofrendo, vivendo nas ruas ou até sendo maltratada evidentemente que sua adoção, quer seja por parte de casal homossexual, ou heterossexual ou mesmo por pessoa solteira, desde que revele a formação de um lar, onde haja respeito, lealdade e assistência mútuos, só apresenta vantagens.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Homem morre quando deixa de Sonhar!

Por Um Fio