O Fim de Nós!

O fim, tem suas marcas...
__ ficam lembranças, mágoas, distâncias!
O fim, deixa saudades...
__ pequenos fragmentos de risos, olhares, fragrâncias!
É como olhar numa estrada deserta...
Sem brilho, sem cor, sem nada!
Folhas secas a farfalhar no caminho,
Trilhas perdidas, névoas, espinhos!
O fim, desestabiliza! Desorienta!
É como sepultar-se vivo... perde-se a alma!
Fica tudo remexido, tudo em desalinho, vazio e trauma!

O fim, emudece... seca a boca!
Fica o nó na garganta, a dor pungente...
A mente não pensa, o coração sangra e sente...
Uma dor que não passa, uma dor que mata a gente!
Uma melodia sem ritmo, seca, urgente!

O fim...  de nós?!
Ou será de tudo?
E tenta-se pensar e nada é concluso...
Senão as lágrimas quentes de um choro convulso!
E passam-se meses, anos... estações que vem e que vão...
Passam-se dias... horas... nada passa, então!

Fica tudo tão resumido,
Permanece aqui dentro: __ Escondido!
Como se pudesse o tempo voltar...
Fica gritando dentro do peito...
Num soluço que não cala!
Volta vento... volta tempo... não volta nada!

O fim...
Faz a canção ficar mais triste
Dá mais sentido a cada estrofe...
__ em cada verso agora sofre.
E aquele que um dia sorriu,
Sente no íntimo a dor de quem em vida, morre!

Não há sentido, não há caminho.
Fotos velhas, dias sem luz...
Como árvores desfolhadas...
Passarinhos sem ninho!
Vão-se os os dias...
Tudo fica, nada passa
Só a certeza de que o fim é uma ameaça...

Leva tudo que foi bom...
Menos a dor que me desgraça!

É o fim!
Fim de tudo, fim de nós...
Que o vento leve a dor
Que o tempo não apaga
E deixe viver o amor,
Que vai pra sempre na lembrança!






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