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Mostrando postagens de Setembro, 2012

As Lembranças da Alma!

O sofrimento de uma vítima de estupro é algo dilacerador.
As lembranças sempre existirão, isso é fato...
Mas talvez o pior não sejam as lembranças e sim, a sensação de culpa! Pois na maioria das vezes, a sociedade ainda responsabiliza a vítima, tornando-a ré de seu próprio martírio.
Sofre-se por ter sido estuprada, sofre-se por sentir-se culpada!
Culpa esta que, não existe!
Nada justifica tamanha monstruosidade!
A mulher tem o direito de vestir-se como bem desejar, independentemente de algumas mentes doentias enxergarem nisso um motivo para um ataque sexual.
Assim como o alcoolismo não pode ser usado como desculpa para o fato.
Na realidade, estamos numa sociedade hipócrita que não tendo como erradicar determinados males de seu seio; busca responsabilizar suas vítimas, causando-lhes uma dor que transcende a dor física.
As políticas públicas voltadas para as mulheres avançaram, é verdade. Mas não podemos tapar os olhos e pensar que todos os problemas foram resolvidos porque temos DEAMs,…

Ensaio sobre Infância!

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Quando uma criança não vê graça em brincar... em apenas sorrir...
Alguma coisa está terrivelmente errada!
Criança é festa, é alegria, é pura diversão!
Criança que não brinca, não tem infância, deixa de ser criança...
E porque não quer brincar?
Quantas vezes isso acontece... uma, duas vezes, sempre ?
Com que frequência gastamos tempo em saber o que nossos filhos sentem?
Ou nos conformamos com o silêncio deles, por ser cômodo para nossos ouvidos?
Criança grita, rir, gargalha, pula, cai, levanta...
Criança é criança!
Gerar um filho é algo que toma tempo não somente na gestação... mas é pra toda uma vida!
Filho não cresce, filho sempre será filho!
E como pais temos uma responsabilidade ímpar!
Não basta brinquedo caro, nem video game de última geração, nem roupas de grife para educar uma criança! Tem que haver envolvimento!
Tem que haver comprometimento!
Saber o que pensa, o que quer, o que incomoda, o que faz feliz!
As vezes um filho só quer um abraço afetuoso, um olhar de atenção!
Cinc…

Quando a Morte é o Conforto!

Gerar um filho é algo sublime, ou... deveria ser!
Fico me perguntando como pode uma mãe permitir atrocidades com seus filhos e até mesmo fazendo parte delas, como cúmplices e algozes.
Seriam pessoas normais? Sofreriam de algum tipo de distúrbio psicológico?
A morte da menina Ana Beatriz em São Paulo é mais um caso que choca, não somente pela brutalidade, mas também pela participação contundente da própria genitora.
A menina de treze anos era abusada sexualmente pelo padrasto e pela própria mãe que também mantinha um relacionamento homoafetivo com uma boxeadora (que confessou a autoria do crime)...
A história é macabra!
Essa menina precisava de socorro... precisava sair urgentemente daquela situação de violência sexual, emocional, social, mas apenas a morte a encontrou.
Fico imaginando sua solidão, seu sofrimento, suas noites de angústia, sabendo que um novo dia se iniciaria e que nada seria modificado.
A violência física, emocional, social, degradativa... dia após dia... num silêncio…