Nada Sabem de Mim!

Dizem saber tanto de mim
Mas não lêem meus olhos...
Não sabem identificar meus segredos
rasgados em olhares peculiares
Disfarçados em sorrisos intimidados
Não percebem meus dilemas
Minhas dores, meus problemas
Meus silêncios entre tantas palavras
Meus gritos entre tantas expressões silenciosas.

Não sabem decifrar simples gestos
São cegos, são inúteis
Não percebem, não se importam
São tolos que pensam tudo saber
Sem sequer saber de nós!

Dizem saber tanto de mim
Mas não conhecem a minha alma
Meus profundos dialetos
Minhas inúmeras verdades...
Não sabem quando choro mesmo que sorrindo
Não sabem quando sorrio entre lágrimas
Não sabem quando vago no silêncio das lembranças
Não sabem discernir quem eu sou.

Não percebem minha inventividade
Meus medos, minha intimidade
Não sabem o que dizem
Por não saberem o que ouvem
Seguem meus passos sem tocar minhas pegadas
Cegos, coxos, insalubres de verdades...
Nada sabem de mim
Nada sabem de mim!

Não vêem meus erros, meus acertos
Não percebem minhas dores
Não percebem minhas ilusões.
Sou tão complexa que me revelo
Nas doces sombras dos meus desvelos
Num olhar quase perdido
Ou em palavras desconexas
Nada sabem de mim
Por não me verem...

Amam o que idealizam
Vêem o que querem ver
Não me enxergam
Não me conhecem
Não sabem discernir quem sou
Não sabem o que traduzir de mim
Palavras não me resumem
Sou um emaranhado de idas e vindas
De "sim" e de "não"!
Sou tão simples que complica
Aos olhos de quem não consegue enxergar.

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