O Grito!

Eu sou o grito dos destituídos
De gente humilde e sincera
Que veem seus sonhos no chão!
Gente sem saúde, sem transporte,
Sem casa... Gente sem um pedaço de pão!

Eu sou o grito dos esquecidos
Daqueles que não podem dizer que sim; nem que não!
Gente sem terra, gente perdida
Sem líder, sem direção!

Massa de manobra, esquecidos
Usados em ano de eleição!
Sou o povo sofrido,
Que hoje, em desafio
Clama por educação!

Eu sou o grito dos pobres oprimidos
Que descem o morro sem saneamento
O povo que sem discernimento
Vota na esperança de deixar de sofrer...
Gente pobre, sem caminho
gente que tem seus gritos sufocados...
Por políticos astutos e bem armados!

Eu sou o grito dos desinformados
Dos insanos e aguerridos...
Loucos  de pedra, por dignidade
Gente que não tem idade
Tem dentro de si a certeza da realidade
e que sonha por mais igualdade!

O grito da lama, da desesperança
de não ver Ordem, só regresso
Numa escravidão de dias seguidos
Em ignorância social
O grito dos desprovidos
De casa, cultura e moral!
Gente levada a crer
que o mundo pensa igual"

Gente que descobre fazer parte
de uma hipócrita sociedade
que diz amar o próximo e não sabe o que é amor!
Gente ferida, sozinha, esquecida!
Gente que vive a cada dia
Amargando a mesma dor!

Eu sou o grito dos sufocados
dos irmãos da Etiópia
Dos nordestinos, na seca morrendo
Ontem em versos cantados...
Hoje sem versos, sofrendo!


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