Ouço Tiros!


Ouço tiros pelas ruas
Projéteis frios, que sem mira
Encontram corpos a vagar...
Ouço passos apressados
Inocentes, vilões e assustados
Perambulam sem pensar.

Ouço tiros pelas ruas
De armas empunhadas
Por becos, vielas, calçadas
Gente gritando, correndo, chorando
O sangue um rastro formando
Sem ter como ajudar.

Ouço tiros, ouço choro
De quem fica a lamentar
Perdas sem reparos, sem volta
Vidas ceifadas antes da hora
Que revolta, que revolta!

Ouço tiros, ouço choro
Velas, rosas amarelas,
Pessoas cansadas da guerra
Que a vida insiste em trazer.
Gritos de ansiedade
Gritos de fome
Gritos de piedade,
fragilidade.
Gritos de quem morre um pouco a cada dia
Na eterna agonia
De nada resolver.

Ouço tiros de revolução
Dentro do peito de cada cidadão
Unindo forças de vontade
De construir nova Nação!

Vejo lágrimas de guerreiros
Gente simples
Com atitude
De quem nunca viu nascer a igualdade
por ser aprisionado quem tem na alma
Liberdade!

Ouço tiros de rifles, espingardas, canhão
No decorrer da história
Nas ruas e calçadas
Ouço tiros e risadas
De quem tem pedra no peito
No lugar de um coração!

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