Ensaio sobre o Vício!

Triste ver como as pessoas se destroem...
O vício é dominador!
Seja por cigarro, bebida ou outras drogas mais pesadas, sempre será o grande vilão...
Entender as carências de um ser humano é algo complicado, exige tato.
Entender o que leva uma pessoa que aparentemente tem tudo pra ser bem sucedida e que de repente se perde no vício, exige sensibilidade...
Vemos nos noticiários, crianças, adultos, velhos... todos numa cracolândia, num círculo vicioso e dominante que extrapola nossa compreensão.
Famílias inteiras destruídas! O desgaste emocional, físico, estrutural, financeiro, moral!
Mas enquanto a tela fria da tv mostra esta realidade, alheia a nossa própria vida, parece que não nos atinge!
Mas quando nos deparamos com o problema no nosso seio familiar, a coisa muda de figura...
Percebemos a degradação dos ser humano dia a dia... como se invertem seus valores, sua capacidade de discernimento, seu raciocínio...
Perde-se o controle sobre si mesmo.
Os dias perdem a sequência, tudo parece confuso e se tornam repetitivos...
A necessidade é pura e simplesmente suprir o vício!
E não importa o que terá que fazer para ter esta pungente urgência saciada.
Rouba-se, mente-se, mendiga-se, prostitui-se...
Não há mais referências!
A única referência é o vício! A extrema necessidade de sentir, mesmo que por alguns segundos,  a sensação de bem estar... a ilusão momentânea de que tudo está bem! Tudo vai ficar bem...
Não é fácil para o viciado... não é fácil para os familiares... não é fácil para ninguém!
A desordem emocional se instala rapidamente tanto nas mentes de quem usa a droga, quanto naqueles que convivem com o problema.
Existem aqueles que abandonam o viciado a própria sorte, por medo de não suportar, por medo de se destruir juntamente, por cansaço, por faltar-lhe as forças necessárias para compartilhar... alguns abandonam por não suportar a dor de ver seu ente querido afundando a cada dia num poço sem fundo.
Existem aqueles que lutam até o último minuto... que choram junto, que buscam saídas junto!
Mas a verdade é uma só: o vício só é vencido por quem determina sua derrota!
Cabe ao viciado o reconhecimento do problema e a decisão de querer libertar-se...
Cabe ao viciado permitir-se crer que há outra forma de vida!
A família exerce um papel ímpar no decorrer desta caminhada...
A recuperação é pontuada por recaídas, abstinências, tristezas, lágrimas, vitória de uns e derrota de outros!
Nem todos vão conseguir alcançar o sucesso, mas precisam tentar.
A esperança tem que fazer parte do contexto.
O vício não pode ser mais forte que a determinação em  estar e permanecer limpo.
Além de ajuda especializada, o amor familiar é primordial.
Reconstruir o ser humano degradado pelo vício exige dedicação, paciência e acima de tudo amor!
Seja crack, maconha, cocaína, ópio, exctase... não importa o nome da droga e sim o tamanho do sentimento que se dispensará a pessoa envolvida no vício.
Cobranças são desnecessárias.
Tem que haver persistência, obstinação!
Não importam as recaídas, nem quantas vezes será preciso servir de abrigo e sim, o objetivo da luta.
Recuperar alguém do vício que escraviza, tortura, inferniza e mata não é tarefa de um dia apenas e sim de uma vida inteira.
Não adiantam as roupas caras, o carro do ano, as jóias... tudo isso perde o valor diante de uma vida destruída pelo vício.
Nenhum dinheiro do mundo é capaz de substituir a sensação de ser amado.



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