Dentro do Ninho!

Sonhos perdidos no tempo
Numa fração de segundo
Dilacerados pela violência
De alguém sem escrúpulos.

Vejo o mar, vejo o mar...
Ondas que vão e que vem
Num burburinho doce a cantar
Lembranças de quem não tem
Seus sonhos pra acalentar.

Foram destruídos na dor
Na força de um opressor
Que a infância ousou lhe roubar...

Passos incertos
Noites sem dormir
Pesadelos frenéticos
Sem ter pra onde ir...

Silêncios no mundo
Silêncios profundos
De quem chora sozinho
Bem quietinho
Com medo de tudo!

Medo, vergonha, culpa,
Dúvidas...
Dores e dissabores pelo caminho
Meninas, meninos...
Tão perdidos, quanto esquecidos
Por falsos amigos, falsos vizinhos
No meio de tudo
E por estar tão confusos...
Desiludidos!
Perdidos ainda dentro do ninho
Num desconforto que é estar sozinho!


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