Auschwitz

Auschwitz...
Não quero lembrar-me de ti
Maldita entre todas
Cercas de arame farpado
Fornos queimando sonhos
Corpos empilhados
Humanos destroçados!
Num mar de miséria e fome!
Na loucura de um único homem...

Não quero lembra-me de ti
Impura e cruel messalina
Tão fria e calculista
Amiga íntima da morte!
Tuas paredes são manchadas de lágrimas
De trajetórias interrompidas
Homens e mulheres sem sorte
Que não viveram a vida!

Auschwitz maldita!
Inimiga da felicidade
Matastes tantos inocentes
Ainda na mocidade
Que ainda ouço o grito latente
Ecoando na eternidade.

Não quero lembra-me de ti
Mas sou traída pelas lembranças
Dos sonhos de tanta gente
No olhar de uma criança
Todos perdidos num tempo
Em que a fé era uma esperança.

E tu matastes a tantos
Com requintes de crueldade
Nos teus muros, pura maldade
Sangras por quantos?
Oh, lástima do mundo
Que ousaste existir
Matastes um pouco de tudo
Mas a vida ousou resistir!

Não quero lembrar-me de ti!
Nunca mais Auschwitz!






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