Criar é Transmitir

Criar um filho é um exercício de paciência.
Requer tempo, dedicação, amor.
Filho é alegria para uns e inferno para outros
É conflito de geração, de pensamento, de emoção
Criar um filho quer dizer que somos responsáveis por outro ser humano.
Ditamos as nossas regras, ensinamos as  nossas vivências e esperamos o sucesso.
Olhamos para os nossos filhos e queremos nos ver neles... sentir orgulho!
E por isso é tão doloroso quando visualizamos os defeitos...
E tão maravilhoso quando identificamos nossos traços neles, ou parte daquilo que somos e que frutifica no decorrer de suas vidas.
E como é bom perceber que os valores não foram ignorados...
Queremos ser parte de suas decisões... sentir-nos  necessários.
E quando esta necessidade já não se faz mais presente, compreendemos que fizemos nosso trabalho.
Embora seja gratificante, também o é com frustração que percebemos que já são auto suficientes.
Criar um filho é dar de si a cada dia, cometendo erros e acertos pelo caminho
Ninguém vai errar ou acertar totalmente, mas cada um vai dar de si o seu melhor.
Desde a concepção aos anos de convivência, a criação de um filho é algo que se traduz em uma única palavra de ordem: Amor!
É este sentimento tão sublime que nos faz repensar as nossas vidas, refazer caminhos, anular decisões.
É por este ser de laços sanguíneos que nos desfazemos em sorrisos e lágrimas
E é por este ser que tudo perde o sentido e que se renova em outros planos.
Se passamos a nossa herança genética na concepção, tentamos uma vida inteira passar tudo que sabemos ou que pensamos saber...
Um filho é como uma jóia preciosa que surge em nossas vidas de modo a ser lapidado, aos poucos, sem pressa e com a única certeza de que um dia todos crescem.
Um diamante bruto onde iremos depositar sonhos, esperanças e devaneios.
Um terreno baldio onde iremos colher exatamente aquilo que semearmos.
Criar um filho é acima de tudo transmitir parte daquilo que não conseguimos ser, mas que idealizamos.


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