Meus Olhos

Vislumbro a minha face frente ao espelho
Procuro desnudar o meu olhar
Tento invadir os meus mistérios
Conhecer-me... não me conheço!
Nada sei do que sou.
Vejo um ser ambíguo
Vejo um corpo!
Mas os olhos não mentem
Não escondem
Transmitem!
Podem ser singelos
Podem ser indiferentes.
Meus olhos... ah, os meus olhos!
Quanto de mim podem denunciar?
Quanto sabem de mim que nem sei?
Descrevem-me tão nitidamente que estremeço.
São cruéis, são doces, são puros, são tolos!
Espelhos da alma, espelhos de mim.
Fotografam o mundo
Eternizam momentos
Choram sem lágrimas
Gritam sem  palavras
Podem escarnecer ou silenciar
Guardam todos os meus sentimentos
Revelam-me a todo momento
Meus medos, minhas angústias
Minhas alegrias e tristezas
Mas omitem também...
A menina, a criança, a solitária
A mãe, a mulher, a sedutora
Pois sei que tudo sou um pouco
Nas várias facetas dos meus olhos...

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