A deriva

Como um barco que navega em águas frias
Como quem perde o sentido da vida
A deriva...
Eis que  errou!
Caminhou como quem não quer nada
Foi errante, foi amante
Dormindo em qualquer parada
Eis que teimou!
Não havia um porto seguro
Não havia onde segurar no escuro
E naufragou!
Ventos fortes destruíram a caravela
E o casco não pode resistir
Ao mar foi lançada  sua vida
Todos os planos deixaram de existir!
Açoites de águas revoltas
Destruindo sonhos sem perdão
Despedaçada a embarcação!
Outros dias, outras noites
Tudo escuridão...
Mar sem tréguas
Água fria!
Momentos de dor
Pede por paz, sente aflição!
Eis que Deus o amparava
Mesmo quando Dele duvidou
E sua fé foi renovada
Quando a terra ele avistou!
Terra firme, novamente
Nova chance de viver
Eis que pede ao Pai Celeste
Nunca mais deixar de crer!
Sabe que seu barco novo está
Em águas calmas navegará
E que O tempo suas lágrimas
Há de enxugar!

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