Delicadamente...

Tomo doses diárias de ânimo... aos poucos
Delicadamente!
Vou alimentando-me de esperanças,
Deixando que o fluxo das águas me guie
Sem pressa... delicadamente!
O tempo não me apressa.
Deixo que as energias me tomem
Com  as suas gotas orvalhadas de calor
Sinto o sangue que ferve nas veias
Pulsando cada vez mais forte.
Mas nada tão urgente...
Vou permitindo o novo
Devagar, bem aos poucos
Como o rio que segue o seu curso.
Delicadamente!
Inundo-me de risos, cochichos
Empolgo-me nas letras das canções
Flutuo nas doces melodias
E regojizo-me nas poesias
De Drumond, de Neruda, de Camões...
Verso-me em ideias, loucuras
Momentos de inércia, ternura...
Tudo tão delicadamente...
Tomo doses diárias de mim mesma
Todos os dias... aos poucos
Inebriante, sarcástica, tão pura
Tão doce criatura, que enfastia!



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