Entre o Amor, a Paixão e a Obsessão...



"Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais". (Benjamim Franklin)

Seria por ai?

Um sentimento muito especial. Contraditório, eterno enquanto dure, forte e frágil... seria assim o amor?
Os cientistas descrevem a paixão como uma descarga bioquímica que transporta no interior de nosso ser um misto de adrenalina e outras substâncias secretas, que produzem uma confusão inebriante e nos deixa embriagados de amor.
Sentimos uma sensação maravilhosa, a felicidade fica explícita e nos transpõe, o mundo se transforma num colorido especial e tudo parece possível e alcançável.
Os aspectos negativos aparecem quando, ao findar da mágica, só resta a sensação de um sentimento que não se renova, no momento que temos a exata medida do resultado zero e da verdade do amor cego, que era muito bonito, mas que, quando se torna real, não consegue vislumbrar nenhum atrativo.
A recuperação muitas vezes, é uma das mais perversas e pode necessitar até de acompanhamento psicológico para salvar o que ficou.
O amor se transforma e precisa de cuidados para que o sentimento seja sempre resgatado e possa manter o relacionamento como uma síntese de desejo e afeição.
A paixão, ao contrário do amor, dura intensamente por um tempo muito curto e a estabilização no amor acontece na medida em que os amantes passam a ter uma visão real da verdade do outro.
A maturidade do envolvimento afetivo consegue suportar a frustração de não conseguir ver no outro aquela perfeição ambulante.
A dificuldade a ser superada se dá quando este sentimento não consegue se reorganizar e o ajuste de um novo relacionamento terá que contar com a realidade mascarada.
Todos nós queremos viver um grande amor e com uma paixão ainda melhor, nem que seja uma única vez...
Amor e paixão são sentimentos diferentes se definirmos amor como um interesse sincero por uma outra pessoa e paixão como um forte desejo que pretendemos satisfazer.

"O amor é leveza, identidade, silêncio. A paixão é incêndio, instante, furacão. A obsessão é medo, algema, solidão. O amor permite paixão. A paixão pensa que é amor. A obsessão mata os dois". (Sandra Rodrigues)
Muitas pessoas, ao estabelecerem relacionamentos, vivem em grande ansiedade em perder seu objeto de apego. Ainda que tudo esteja bem, sentem-se arrasados à mera possibilidade do final da relação. Com enorme sensibilidade à rejeição, tornam cada relacionamento um martírio.
Esse tipo de amor tem como tônica a necessidade de posse visando a não rejeição. A pessoa age tentando o controle de seu parceiro, temendo perdê-lo ou querendo resgatá-lo.
Apresenta insegurança crescente e ciúme doentio. Numa relação normal a insegurança inicial vai dando lugar a maior confiança, ao longo do tempo, enquanto que, numa relação doentia, a pessoa se sente cada vez mais angustiada, preocupada, à beira da rejeição e da perda, mostrando-se insaciável em sua necessidade de afeto, aprovação e aceitação. Projeta no outro a razão de sua existência. Vive para ele, por ele, encarando-o como essencial para sua sobrevivência. Pensa obsessivamente nele nas 24 horas de seu dia, muitas vezes com enorme sofrimento.
A carência de afeto o coloca num estado permanente de eminência de rejeição, de ansiedade, de preocupação em relação à perda.
Esse tipo de relação tem a ver muito mais com uma forma de obsessão onde se deseja desesperadamente uma pessoa, por mais inviável que seja a relação, e por mais que esta pessoa tenha sinalizado claramente ou o final da relação, ou seu desinteresse por ela, ou que essa relação simplesmente não exista.Um parceiro deste tipo não aceita que um relacionamento possa acabar.
Não processa os sinais de que a relação acabou. Há sempre uma tentativa de resgate, que provoca mais rejeição e a rejeição é a mola mestra do processo patológico. Quando a rejeição ocorre, a pessoa “quer porque quer!” Seu amor próprio foi ferido e ela busca recuperá-lo. Na busca da reconquista são utilizadas as mesmas estratégias que não funcionaram antes e que irritaram o parceiro. A rejeição provoca dor, depressão e depois a raiva, que pode levar à retaliação. Podem ocorrer comportamentos impulsivos, agressivos contra seus parceiros. Telefonemas, cartas e presentes inoportunos, invasão do local de trabalho, da residência, ameaças, chantagens, invasão de nova relação do parceiro, não são incomuns. São conhecidos casos de homicídios e suicídios, movidos pelo amor próprio ferido pela rejeição. Em todos os casos sofrem brutalmente e fazem sofrer. Não raro, há fugas através do álcool, comida e drogas.

É bom ter em mente que Amor é antes de tudo liberdade! Aquilo que se sente não se aprisiona, antes deixa livre para que possa permanecer ao lado!

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