Não Sei Se Me Amo

Não sei se me amo ou se me odeio...
As vezes saio de mim, desfiguro-me
Transbordo de palavras senis
Sem direção vou vagando em palavras
Sem direção alguma, perdendo-me
Deixando que façam juízo de mim.
Não sei se me amo ou se me odeio
Por ser tão visceral que machuca
Na alma, na vida, a sangue frio!
Perco os sentidos da fé
Ignoro os riscos.
E lanço-me nos abismos e ciladas do caminho
Sem eira nem beira
Sem medida, sem mistérios.
Mas nunca encontro as respostas
E não sei se me amo ou me odeio por isso!
Que tolice, perder-se de si próprio...
Talvez seja loucura, ou não...
Talvez apenas desespero por não compreender
Que a vida não precisa ter explicação
Apenas necessita ser vivida!
E nos embaraços das letras e entrelinhas
Vou deixando um pouco de mim
Aos que me conhecem, entendem a dor
Aos que nunca me viram, o benefício da dúvida
Nunca sei o que dizer, mas o faço com frequência
Sou uma profusão bem confusa de versos, rimas e prosas
Mulher sem cabeça... mas cheia de coração!
Não sei... não sei se me amo!
Talvez me odeie! Porque não?
Afinal sou sentimentos em palavras
Enigma da criação!
Não quero me achar
Nem me explicar a ninguém
Quero apenas sentir o pulsar dos gritos
Que ecoam dentro de mim
E que num desabafo eu vomito
Em linhas sem nexo
Mas que faz todo sentido no descaminho que sou.
E sou muitas tempestades, entre raios e granizos...
Muitas fases, muita calmaria também
Um pouco de tudo por entre frases e páginas
Se me encontro ou se me perco
Já não há interesse nisso
Basta-me a certeza de que não sei o que digo
Mas o faço. E me rasgo inteira em telas em branco
Em papéis de seda
Num rabisco insano que traço.
Eis que me defino num risco
Entre o certo e o errado. Me rasgo...

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