Razão e Sensibilidade...

Somos mulheres e como tal temos em nossa constituição a sensibilidade, a qual nos induz à sensação de que atuamos muito mais pelo campo emocional; o que nem sempre corresponde aos fatos.
A razão é um ponto comum a todos nós e é quem nos guia pelos trilhos aparentemente mais seguros.
Será? Há discordâncias...
Somos mulheres e como tal, somos seres complexos, exigentes e carentes como todo ser que sente e que possui a capacidade de pensar.
Encontrar o equilíbrio entre a razão e a sensibilidade é o grande desafio.
Podemos amar incondicionalmente alguém ( como um filho, amigos) mas a razão permanece inalterada alertando-nos dos defeitos e qualidades dos nossos eleitos, assim como quando o assunto é o coração.
E quão traiçoeiro é este músculo pulsante!
Abstêm-se claramente dos perigos para abandonar-se nos delírios da paixão, mesmo quando tudo está explicitamente claro aos olhares mais atentos.
Cegar-nos-á a sensibilidade? Ou somos nós que abdicamos dos avisos racionais?
Cada qual com suas motivações, o fato é que entre a razão e a sensibilidade há o inesperado.
Aquele momento em que tudo ou nada faz sentido, senão: vivenciar!
E desejamos no ardor dos sentimentos acreditar que o sonho é real. Que a vida pode sim, ser multicolorida e que o causador de tanta euforia é de fato tudo o que os nossos sonhos almejaram um dia.
A razão nos diz ao contrário...insiste em dissecar alguns defeitos e aponta contradições, mas a sensibilidade insiste em novos olhares sob cada ponto desvendado. E inventamos desculpas a tudo que não agrada, na tola tentativa de manter aquilo que os olhos anelaram.
Como mulheres que somos, acalentamos o amor pra toda a vida que os filmes hollywoodianos expressam em belas canções  nas telas dos cinemas...
Mas isso não é pecado!  Faz parte da natureza humana, o amor!
Muito embora negligenciado por uma camada mais cética e egoísta de uma sociedade cada vez mais individualista e tecnológica, o amor deve ser pleno e satisfatório a todos.
Mas entre a razão e a sensibilidade de cada mulher, há de se pensar num ponto de equilíbrio.
Pois amar demais também é um dano, tanto para quem ama quanto para o ser amado.
Enquanto que, razão demais atrapalha a paixão... sensibilidade exacerbada sufoca as mais belas intenções.
Costumo dizer que entre os dois pontos haja o desprendimento, pois não há como ser feliz agrilhoado.
Nem razão, nem sensibilidade demais!
Há de se ponderar aquilo que de bom vemos no outro, mas sem tentar abrandar ou desculpar aquilo que nos é prejudicial.
O amor não pode ser algo que nos cause restrições.
E também não podemos desejar que o outro seja um poço de perfeição... já que também não o somos.
O que a razão deixa claro e que por vezes ignoramos é que: pode-se amar sem que com isso perca-se o rumo.
Quando a sensibilidade negligencia o que os fatos acusam, corre-se o risco da anulação pessoal e o do desamparo  da infelicidade.
O ideal, embora ainda não alcançado, seria amar  com a sensível perspectiva da racionalidade, onde defeitos e qualidades seriam vistos sem exageros e principalmente os sentimentos não seriam postos como obrigação.
Mas entre razão e sensibilidade sempre agiremos pela emoção!

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