Sobre a Morte

Seria a morte o fim ou o início de tudo?
Filosofias a parte, é a única certeza que se tem...
Um dia perecem os pensamentos, o olhar, o desejo.
Partimos sem data marcada.
Sem saber o destino, senão o esquecimento
Deixamos saudades, deixamos amores, deixamos também as dores: nossas e alheias!
Deixamos as palavras que dissemos e as que nunca serão ditas
Deixamos amigos, inimigos e conhecidos...
Ninguém sabe pra onde senão para a cova fria e indiferente.
Vamos sem protestar, sem poder dizer que NÃO!
Partimos independentemente de nossa vontade, pois por nós mesmos permaneceríamos!
Ninguém quer apressar o tão falado acerto de contas, se é que ele existe!
O fato é que temos o pensamento de que viveremos para sempre...
E mesmo os que da vida se queixam, não pensam dela se ausentar.
A morte nos causa arrepios.
É a certeza absoluta de que não mais haverão abraços, soluços, sorrisos, gritos, gemidos...
É a certeza de que não seremos mais que uma lembrança... uma fotografia num canto da sala, ou nem isso!
Tememos a morte ou o esquecimento?
Talvez temamos os dois...
O fato pungente da vida é que um dia deixaremos de viver...
Talvez no auge da fama, talvez no meio do caminho...
Talvez no início da vida, ninguém pode dizer quando.
A morte é um refúgio aos que sofrem
Uma desgraça aos que amam
Uma tragédia aos que sonham
Um desalento, um desencanto, um momento de dor e de pranto
A morte é calma! Silenciosa e maquiavélica...
Senhora que ceifa vidas em todas as etnias, todos os dias
Não há descanso.

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