Combatendo a Pedofilia!



O que é Abuso Sexual Infanto-Juvenil?

É o ato praticado pela pessoa que usa criança ou adolescente para satisfazer seu desejo sexual, ou seja, é qualquer jogo ou relação sexual, ou mesmo ação de natureza erótica, destinada a buscar o prazer sexual com crianças ou com adolescentes.

Também pode ser qualquer forma de exploração sexual de crianças e adolescentes (incentivo à prostituição, a escravidão sexual, turismo sexual, pornografia infantil).

O abuso sexual pode ocorrer de diversas formas e em qualquer classe social, das seguintes maneiras:

Sem contato físico: por meio de “cantadas” obscenas, exibição dos órgãos sexuais com intenção erótica, pornografia infantil (fotos e poses pornográficas ou de sexo explícito com crianças e adolescentes);

Com contato físico: por meio de beijos, carícias nos órgãos sexuais, ato sexual (oral, anal e vaginal);

Sem emprego de violência: usando-se sedução, persuação, mediante presentes e/ou mentiras;

Com emprego de violência: usando-se força física ou ameaças verbais;

Na forma de exploração sexual: pedir ou obrigar a criança ou o jovem a participar de atos sexuais em troca de dinheiro ou outra forma de pagamento (passeios, presentes, comida, etc.).

E isto pode ocorrer nos mais variados lugares, a começar pela própria casa, nos parques, nas ruas e praias, na vizinhança, nas escolas, consultórios médicos, transportes públicos e particulares, e até através do telefone ou do computador (INTERNET).

Os abusadores, na maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e do círculo de confiança das crianças e adolescentes, como por exemplo familiares, amigos, vizinhos, colegas ou mesmo os seus responsáveis.

Mas podem ser também desconhecidos, que abordam a vítima pessoalmente ou pela internet.

Hoje em dia muitos abusadores fazem uso da Internet, por meio dos chamados sites de relacionamento (ORKUT, GAZZAG, MYSPACE, etc.), MSN, salas de bate-papo (CHATS).

Alguns se fazem passar por crianças e adolescentes, criam com a vítima um laço de amizade, através do qual tentam marcar um encontro.

Também há abusadores que pedem que a vítima tire suas roupas e exponha o seu corpo diante de uma câmera de vídeo (WebCam) e depois passam essas imagens pela rede, fazem ameaças e chantagens contra as vítimas.
A pedofilia é um desvio da preferência sexual (fantasias, desejos e atos sexuais) em que a pessoa tem predileção pela prática de sexo com crianças ou pré-púberes.
Geralmente o pedófilo (aquele que pratica pedofilia) não é doente mental e tem plena consciência do que faz, embora em alguns casos a pedofilia possa ser considerada um transtorno mental.
Os pedófilos se infiltram na vida da criança e agem de acordo com as suas necessidades: procuram se aproximar dando o que a criança quer, gosta ou precisa.

Dessa maneira, o pedófilo diminui a chance dela se defender das situações de abuso e de negar seus pedidos: a criança passa a se sentir devedora da ajuda recebida.

De modo geral, o pedófilo recorre a um modo de aproximação com a criança que se inicia pela fabricação de interesses comuns, brincadeiras ou jogos, através das quais vai angariando a amizade, aceitação e
 confiança da criança.

O pedófilo costuma apresentar-se como um adulto alegre, participativo e cooperativo, sempre disposto a atender o desejo ou a necessidade da pequena vítima, condições que, por vezes, passam despercebidas pelos pais.

O pedófilo dá presentes (doces, brinquedos, roupas, etc.), geralmente sem motivo e às vezes exageradamente caros; conhece filmes, artistas e programas infantis (para criar interesses em comum); oferece passeios sem a companhia dos pais; etc.
Os sinais físicos mais comuns são os seguintes:

Lesões em geral, hematomas

Lesões genitais

Lesões anais

Ganho ou perda de peso

Enurese noturna (fazer xixi na cama ou na roupa)

Ecuprese noturna (fazer cocô na cama ou na roupa)

Gestação (no caso de adolescentes e raramente em crianças)

Doenças sexualmente transmissíveis (gonorréia, cancro, herpes genital, AIDS, etc) Sono perturbado (pesadelos e/ou agitação)
A Lei Brasileira estabelece vários crimes para a punição das diversas formas de violência sexual. Além disso, foi sancionada em 25/11/2008 a Lei 11.829/2008 (elaborada pela CPI da Pedofilia) a qual modificou o Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelecendo novos crimes e melhorando o combate à Pornografia Infantil na Internet. Depois disso, em 07/08/2009, também foi sancionada a Lei 12.015/2009(elaborada pela CPI da Exploração Sexual), que modificou o Código Penal e melhorou o sistema de punição aos crimes sexuais (Crimes contra a Dignidade Sexual), inclusive cometidos contra crianças e adolescentes.

Também estão em andamento no Congresso Nacional, outras propostas de Lei da CPI da Pedofilia que visam melhorar a proteção legal das crianças e adolescentes, punindo com mais rigor e de forma mais ampla o abuso sexual.
O que é a Lei do Silêncio?
É a situação quando a criança foi abusada sexualmente e é obrigada a se calar, geralmente por medo das ameaças feitas pelo abusador.

Também existe a situação em que o abusador faz a criança se sentir ulpada e, assim, esta não denuncia por “vergonha”. Outra situação ocorre quando a família fica sabendo e tem medo de denunciar, pensando que algo de pior pode acontecer, ou, ainda, quando a família é ameaçada ou se torna conivente com a situação.

A criança sempre tem muita dificuldade em falar, seu depoimento deve ser tomado com cautela e paciência, especialmente para que não seja mais um trauma. Também é importante ressaltar que a criança muitas vezes se exprime através de brinquedos e/ou desenhos.

A principal providência em caso de abuso sexual é apoiar a vítima, assim como levá-la a atendimento médico e psicológico o mais cedo possível.

Estar disponível para ouvi-los, sem censurá-los

Incentive-o a falar devagar o que se passou, mas sem muitas perguntas e comentários

Não culpá-los pelo acontecimento

Oferecer proteção e prometer que tomará providências, as quais

deverão ser feitas

Dar-lhes apoio e carinho

Consultar um médico

Consultar psicólogo Informar as autoridades.

Previna-se:

Cuide de seu filho, dê a ele toda a atenção que puder:

Saber sempre onde estão as crianças e adolescentes, com quem estão, o que estão fazendo.

Ensiná-los a não aceitar convites, dinheiro, comida e favores de estranhos, especialmente em troca de carinho.

Sempre acompanhá-los em consultas médicas.

Conversar com seus filhos: crie um ambiente familiar tranqüilo.

Conhecer os seus amigos, principalmente os mais velhos.

Supervisionar o uso da Internet (ORKUT, MSN, salas de bate papo, etc.).

Orientar seus filhos a não responderem e-mails de desconhecidos, muito menos enviar fotos ou fornecer dados (nome, idade, telefone, endereço, etc.).

Jamais fornecer suas senhas da internet a outras pessoas, por mais amiga que seja.

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