Quanto Tempo?

Quanto anos mais?
Quanto tempo ainda resta?
Poderemos dizer 'EU TE AMO'?
Poderemos ver o pôr do sol ou nunca mais o veremos?
Quantas chances desperdiçaremos por puro egoísmo
Por egocentrismo?
Diremos sempre que "amanhã é outro dia"?
Ou "outro dia" é hoje?
Não sabemos quanto tempo temos e quantas chances teremos.
Mas sabemos bem jogá-las fora.
Por vezes não dizemos o que sentimos
Por vezes ficamos quietos
Por vezes não fazemos algo
Por vezes magoamos e deixamos de lado.
Perdemos oportunidades que nunca mais retornam
E culpamos o mundo por algo que poderíamos ter feito.
Perdemos tempo dando respostas duras
Quando poderíamos usar de suavidade
Perdemos tempo com mágoas
Quando poderíamos amar.
Somente amar um pouco.
Olhar o mundo com mais leveza...
Quantas vezes poderemos enxergar as flores?
Por quanto tempo poderemos ir e vir?
Por quanto tempo poderemos abraçar alguém?
O tempo é limitador!
Ele escoa por entre os dedos
Voa como um raio de luz...
E quando nos damos conta, tudo já se foi.
Não há mais o que fazer, perdemos a vitalidade
Perdemos o rumo do mundo
Não fazemos mais parte dele.
A velhice isola, maltrata, impede
É um prenúncio da morte
Mesmo que a mente esteja ativa
O resto já não reponde.
O espaço fica restrito.
E quanto tempo se deu?
Quantos sonhos se foram?
O quanto da vida se perdeu?
Pergunte-se o quanto lhe resta...
Não saberás a resposta
Pois o tempo é impreciso
E a vida torna-se um piscar de olhos
Um simples apagar das luzes
E não haverá mais nada.


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