Identifique um Pedófilo!

Pedófilos são pessoas adultas (homens e mulheres) que têm preferência sexual por crianças – meninas ou meninos - do mesmo sexo ou de sexo diferente, geralmente pré-púberes (que ainda não atingiram a puberdade) ou no início da puberdade, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.
A puberdade e sexualidade surgem de modos diferentes para o sexo feminino e masculino. Enquanto para as meninas ocorre um crescimento rápido e curto, para os meninos o crescimento é lento e prolongado. É por isso que geralmente as meninas desenvolvem-se fisicamente e mentalmente mais cedo e mais rápido que os meninos. Quando uma pessoa do sexo masculino ou feminino sente-se atraído sexualmente por uma menina ou menino pré-púbere é considerado doente porque esta ainda não tem o corpo de uma mulher e o menino não tem as características de um homem.
A psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual.
Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos."
A maioria dos pedófilos são homens, e o que facilita a atuação deles é a dificuldade que temos para reconhecê-los, pois aparentam ser pessoas comuns, com as quais podemos conviver socialmente sem notar nada de anormal nas suas atitudes. Em geral têm atividades sexuais com adultos e um comportamento social que não levanta qualquer suspeita. Eles agem de forma sedutora para conquistar a confiança e amizade das crianças. 
Infelizmente não é fácil reconhecer um pedófilo. O pedófilo, em sua grande maioria homens, é uma pessoa adulta que sente atração sexual por crianças e adolescentes, podendo ou não haver contato físico. Mas, o que os pedófilos possuem em comum são alguns comportamentos, com os quais  todas as crianças e adolescentes devem tomar cuidado e desconfiar.
Gostam de ficar sozinhos com crianças ou adolescentes, sendo muito atenciosos e sedutores.
Gostam de fazer “amizade” com criança/adolescente.
Sempre procuram agradar sua vítima com presentes, elogios e promessas.
Em suas casas possuem vários objetos, jogos, guloseimas para agradar crianças e adolescentes.
Procuram fazer carinho nas partes íntimas de crianças e adolescentes.
Sempre pedem para guardar segredo e nunca contar nada a ninguém sobre seus  comportamentos.
Às vezes, ameaçam a criança/adolescente, algo ou alguém de que goste muito, caso não ceda às suas vontades.
Pedem para filmar ou tirar fotos de criança/adolescente, com pouca ou nenhuma roupa e pedem para fazer poses sensuais.
O pedófilo pode ser alguém muito próximo de você, como um familiar, um conhecido, um vizinho e também alguém desconhecido que se aproxima de crianças/adolescentes por meio da internet (salas de bate-papo, por exemplo).
Essas são algumas dicas importantes. Caso desconfie de algo ou alguém, conte para um adulto em que confie. Lembre-se que a criança/adolescente é sempre vítima! Se existe um culpado, esse é sempre o pedófilo!
Pedófilos costumam usar a Internet pela facilidade que ela oferece para encontrarem suas vítimas. Nas salas de bate-papo ou redes sociais eles adotam um perfil falso e usam a linguagem que mais atrai as crianças e adolescentes. Por isso é muito importante não divulgar dados pessoais na Internet, como sobrenome, endereço, telefone, escola onde estuda, lugares que frequenta, e fotos, que podem acabar nas mãos de pessoas mal intencionadas.
Muitos pedófilos procuram quebrar a resistência das crianças e adolescentes aos contatos sexuais virtuais ou pessoais, ou mesmo a deixarem-se fotografar, mostrando a eles imagens de pornografia infantil para que eles passem a achar essas cenas naturais e fique mais fácil convencê-los.
Crianças que foram abusadas sexualmente sofrem mudanças em seu comportamento como agressividade, dificuldades de relacionamento e isolamento.  Entretanto, especialistas afirmam que esses sintomas podem significar qualquer tipo de violência sofrida na infância. Por isso, eles aconselham aos pais para que fiquem atentos a um conjunto de outros sinais, como gestos, brincadeiras e desenhos, para saber se seus filhos estão sofrendo algum tipo de violência.
Segundo a psicóloga Lis Arantes Radicchi, especialista em saúde mental, existem alguns sintomas comuns da criança violentada, como insônia, falta ou excesso de sono, medo aparentemente infundado, pesadelos, tremores noturnos, ganho ou perda de peso, agressividade e atitudes como morder, chutar, gritar e chorar.
Além disso, ela indica que as crianças podem expressar intolerância com colegas de escola e com pessoas da comunidade, ter dificuldades de concentração, aprendizado e de relacionamento. Em alguns casos, as crianças extrovertidas podem ficar mais caladas, ou vice-versa.
Entretanto, a psicóloga ressalta que a presença desses sintomas não significa que a criança sofreu um abuso sexual.
- Isso pode ser um sinal de qualquer tipo de violência ou distúrbio que ela vivenciou.
Raphael Boëchat Barros, professor de Psiquiatria da Unb (Universidade de Brasília), acrescenta que os gestos e os desenhos também são muito importantes para que os pais possam descobrir o que acontece com seus filhos.
- A linguagem da criança não é tão verbal. Vale a pena prestar a atenção no comportamento, nas brincadeiras, em jogos e desenhos, porque é comum o isolamento. É nessas situações [de isolamento] que ela pode manifestar o abuso.
Contudo, a psicóloga aponta alguns sinais mais graves que podem indicar um abuso sexual. Algumas crianças chegam a desenhar a genitália do abusador, como imagens de homens com o pênis ereto e com pelos pubianos.
- Isso é um sinal de abuso. Como a criança pode ter visto um pênis ereto e com pelos?

Lis conta também que as crianças podem passar a sentir medo de adultos de um sexo específico, já que se perdeu a confiança nos mais velhos. Existem ainda casos em que crianças tiram suas roupas e até se masturbam. 

- As crianças brincam mesmo, mas, os adultos precisam ficar atentos que algumas de suas atitudes reproduzem o que aconteceu com elas. Esses gestos são também uma forma de denunciar. O sinal isolado não quer dizer muita coisa, mas tem que ser pensado em conjunto.

A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono. Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo.

Namoro entre adolescentes e adultos não é considerado pedofilia por especialistas no assunto. (Exemplo: O namoro entre uma adolescente de 14 anos e um jovem de 18 anos)

O abuso às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido. 

Como proceder perante um possível caso de Pedofilia?

Para denunciar por telefone:  Ligue para o número 100, do Disque Denúncia Nacional, subordinado à Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. A ligação é gratuita e o serviço funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, num prazo de 24h.

Denúncia por e-mail:  É possível também enviar uma mensagem para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos no e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br

Em ambos é possível:

• denunciar violências contra crianças e adolescentes;
• colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de crianças e adolescentes; e
• obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

Você também pode procurar o Conselho Tutelar ou o Promotor de Justiça de seu município.

Se você perceber que seu filho ou sobrinho ou qualquer criança próxima a você estar com o comportamento estranho, timidez excessiva, dores nos órgãos genitais, se chorar quando pensa que vai ficar sozinha com alguém, tem dificuldade pra dormir e pra comer, não quer ir a escola ou perdeu o desejo de brincar com outras crianças, chora inexplicavelmente  etc, fique atento! Essa criança pode estar sendo vítima de abuso sexual. Disque 100 e peça informações. 

Se controle, apesar dos sentimentos de raiva que tiver na hora, para que todas as providências sejam tomadas corretamente. Pode ser só um alarme falso, busque provas.

A pessoa a quem a vítima confia a sua experiência tem obrigação de:
- Acreditar na criança
- Ouvir com calma e sem dramatizar 
- Dar-lhe apoio emocional
- Usar as palavras da criança ao falar com ela
- Transmitir confiança
- Dizer-lhe que não tem culpa
- Fazer-lhe sentir-se orgulhoso(a) por ter feito a confidência
- Expressar afeto
- Falar do que aconteceu e do agressor
Na escola, deve contactar o Diretor de Turma, o Conselho Executivo, o Diretor de Escola ou Coordenador de Estabelecimento.
Fora da escola, deve comunicar o abuso à Família ou a uma das instituições seguintes:
- Centro de Saúde
- Comissão de Proteção de Menores
- Polícia Judiciária

O que não deve fazer:
- Culpar a criança pelo que lhe aconteceu
- Mostrar desconfiança
- Manifestar uma atitude alarmista
- Tratar a criança de uma maneira diferente da que era habitual
É frequente as vítimas carecerem de tratamento e de terapia específica.

A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia". A pedofilia, como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (Art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e considerados crimes hediondos.





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