Mentes Nuas!

Somos um conjunto de heranças, de vivências e de pensamentos...
Um louco contraste de experiências nem sempre bem resolvidas.
Acumulamos o que sentimos, o que vemos, o que fomos...
Caminhamos pela vida em busca de tantos sonhos, nossos e alheios!
Nascemos nus! Absolutamente nus! Nada temos, nada somos...
Nus de quaisquer dúvidas e certezas.
Nus de quaisquer tipos de definições.
E no ínterim dos dias, somos atropelados por informações, por introduções, por conceitos, por vírgulas e reticências que nos regulam à vida em sociedade.
Colhemos vozes do passado com histórias que não nos pertencem e que influenciam no nosso presente o que seremos um dia no futuro...
Pais e mães, laços de sangue, verdadeiros podadores de mentes livres.
Infâncias que se perdem no sentido da ordem... Não para isto e aquilo!
Separamos o branco do preto, o azul do amarelo, o menino da menina...
E tudo o que somos se transforma em algo a mais!
Definimos padrões.
Somos um; mas somos vários dentro de nós!
Somos uma máquina que sente, anda, sonha, vibra, sofre, cala!
E somado a tantas minúcias temos ainda a genética...
Mas seria a genética responsável pelos pensamentos?
Teria ela o poder de definir o que pensamos ou escolhemos pensar?
Estaria no gene o preconceito?
Estaria no gene o desamor?
Ou aprendemos com os outros?
Quantas heranças genéticas temos em nós?
Nascemos como um campo a ser cultivado, sejamos negros ou brancos, sejamos ricos ou pobres.
Formamos a nossa concepção no decorrer dos anos.
Criamos cortes e recortes de nós mesmos.
Aquilo que achávamos importante ontem, não tem tanta relevância hoje; assim como o que pensávamos ser supérfluo torna-se de máxima necessidade...
Este é o ser humano!
Não há compromisso em permanecer no erro, mas não rompemos com o elo!
Pode-se variar, pode-se mudar.
Pode-se deixar de gostar, pode-se adequar as novas realidades.
Nenhum de nós estamos oprimidos, nenhum de nós estamos condicionados a isto ou aquilo.
Apenas nos condicionamos ao EU!
O nosso ego nos impede.
Travamos uma batalha interna com nossas mentes, que são sabotadoras natas...
Não existe nenhum inimigo lá fora que seja tão opressor do que nós mesmos.
Ditamos regras íntimas de limites que julgamos ser corretos.
Nascemos nus, mas é impossível manter-se assim...
Aos poucos vamos nos vestindo de travas, obstáculos, desfiladeiros imensos de angústias, de medos!
Tropeçamos em armadilhas que nós mesmos criamos.
Podemos ser melhores do que as nossas heranças genéticas e as que adquirimos com o tempo.
Podemos remodelar o que pensamos e podemos mudar as nossas atitudes.
E a maior de todas as mudanças está dentro de nós.
Talvez a mais difícil delas seja exatamente essa: Mudar a forma de pensar!
Despir-se do que não nos serve...
Despir-se dos engastes que adquirimos por anos a fio...
Entender que a vida é um permanente aprendizado.
Só nos aprimoramos quando compreendemos que podemos traçar novos caminhos e trilhá-los.
E estes caminhos estão desenhados primeiramente dentro de nossas mentes...
Criamos os monstros e podemos detê-los!
Façamos nossas mentes nuas...



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