Estradas Nuas!

Uma noite infinita de estradas sinuosas, nuas
Entre curvas e montanhas...
__ Cada metro, um passo para o fim!
Entre curvas, entre ruas,
Em estradas nuas...

O tempo que se arrasta...
Entre segundos de inseguranças.
__ Bobas... bobas!
Pois o que sentimos não nos afasta!

Ao contrário, domina!

E os olhos se perdem no asfalto
A cada metro...
Na ansiedade de chegar
No meio do nada
Em algum lugar
Para um novo início,
Ou quem sabe, nada disso!

Sonhos que desfilam na memória
Do que poderia um dia ter sido
Risos, __ sons do passado tão presente
Num futuro tão incerto
Caos dentro de nós
Hoje quase tão perto...
Estamos tão sós!

E a noite não tem pressa
Permanece companheira
Desta estrada tão deserta
Na pista, em mim...
Será então o fim?

Lembro o teu olhar
Teu tão etéreo olhar...
Entre as rimas de músicas
Que teimam lembrar
Eis que me me vejo a chorar
O que não tive...
O que nunca mais será
O que perdi...
O que deixei pra lá!

Sonhos se desfazem ao longo do caminho
Mas a saudade sisma  eternizar
E as curvas perpetuam
Novas trilhas, nossas trilhas
Entre montanhas, rios, precipícios...
Adeus ao ninho...

Não há neblina que apague
O passado que se apresenta
A cada metro percorrido
Nem certeza que possa justificar
A inconstância do que poderia ter sido
E do que nunca mais será.

Talvez um longo abraço
Possa um dia apagar
A triste indiferença
Que senti no teu olhar!
Mas, levo comigo
A única das minhas certezas
De que não há distância capaz de apagar
Aquilo que teima o coração dominar!

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