Hoje, não!

Eu não quero saber dos problemas
Não!
Hoje não!
Deixe-os todos para amanhã...
Caso haja!
Hoje quero apenas viver
Sentir a brisa em meu rosto
A textura da areia da praia
Ouvir cada som como se fosse a primeira vez!
Eu não quero saber o preço da gasolina
Se o filho foi pra escola
Se a Maria fez a faxina...
Não!
Hoje não!
Deixe-os todos para amanhã...
Hoje eu quero a dose mais forte de uísque
A descompensação da dor
A embriaguez velada e descabida.
Quero extravasar os meus demônios
E não ter compromisso senão comigo mesmo.
Eu não quero saber de política
Nem da Dilma, ou outro qualquer
Nem de futebol, quero saber
Quero esquecer
Eu quero estar livre.
Poder dizer o que eu penso de tudo
Para todo mundo
Sem pensar em consequências.
E uma delas é dizer que somos tolos...
Muito tolos por achar que nascemos livres
Se ao nascermos estamos ligados num cordão...
Rsrsrsrsr ilusão!
Somos todos enganados!
Desde o ventre até o caixão
Mas hoje não quero saber de nada
Hoje não!
Amanhã, talvez... quem sabe?
Tudo é uma incógnita infinita
Dúvidas que nos cercam e atormentam
Nada é eterno, senão o mistério da vida!
E tudo passa tão rápido
Num redemoinho de emoção!
Ontem era criança
Hoje, mais um na multidão
Hoje não!
Amanhã... em outra oportunidade
Quando a sensação passar...
A esquisitice de achar que não pertenço a nenhum lugar!
Rsrsrsrsrsr, sinto e dai?
Poucos tem coragem em confessar
Olho pra tudo e nada percebo
E a crise é minha de mais ninguém
Então afogo o pensamento em desalinho
Num emaranhado de nós
"Nada sei"; disse o filósofo
E eu digo: Nada sei, que sei, que não sei!
Mas mesmo nada sabendo 
Sei que hoje, não!

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