Cocaína!

Avassaladora! 
Invade a mente, perturba!
É quase um frenesi...
É mais que isso! É absoluta!
Domina o corpo, sufoca...
Sedutora, infiel,
Corruptível, alienada
Adrenalina!
Senhora da fissura...
Eis que se faz sentir a ausência
Como se fosse única!
Choca, impulsiona, seca!
Nada é mais forte,
Nada é mais violadora...
Queima e gela a pele
Arrepia, estremece
Provoca! Alucina!
Infesta de ilusões os olhos
Embriaga!
Parece doce, parece calma
Parece...
Mas, confunde!
Aprisiona...
Eis que se faz necessária
Como o próprio ar que se respira...
Cocaína... cocaína!
E não há mais um reflexo no espelho
Que não seja o teu próprio reflexo
Do que foi feito de mim!
Humilha... escraviza!
Faz sentir dor que não sente
Faz mentir!
Torna o mundo mais leve
Mas não há leveza em ti!
Engana!
Faz com que tudo perca o sentido
Homem bom, vira bandido
E não há nada... apenas escuridão.
Noites sem sono
Dias sem sol
Silêncios ininterruptos
Vazios...
Solidão!
Vida que se perde 
Num passe de mágica
Onde nada tem cor
Senão a maldita brancura encardida
Da que vicia, encurrala e mata
Cocaína! Cocaína!

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