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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Conversas Mudas...

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Tanta coisa para dizer...
E ficamos mudos, parados, sem ação.
Como se somente os olhares fossem suficientes em delatar, o que os lábios escondem.
Sinto taquicardias... sinto calafrios...
Mãos geladas, apreensão.
Parecemos dois vultos mudos...
__ Esperando que o outro inicie uma conversa, que nossos corpos iniciou!
Não há necessidade de perdão, onde existe amor.
Foram tantos desenganos...
Estradas convergentes, separando a gente.
Ventos que nos impulsionaram para o nada
Como grandes tempestades que um dia nos uniram
Na controvérsia do inusitado,
Na contradição dos nossos atos!
Conversamos tanto e nada falamos
Calamos!
Conversas mudas...
E nos deixamos contaminar por ciúmes e mágoas
Como crianças emburradas
Que não sabe o que quer.
Fomos tão apaixonados...
Entre laços, embaraços, juras e sussurros
Transpomos tantos muros
Mas fomos vencidos por tão pouco.
Nas primeiras chuvas finas, desataram-se os nós...
Hoje estamos divididos, nus! __ A Sós!
Nada restou, então?
Era porque nada havia?
Ou…

Perdas

"Vão-se os anéis ficam os dedos..."
Ou será que não resta absolutamente nada?
Podemos perder tudo... dinheiro, amigos, bens materiais, tudo!
Podemos perder o teto, o chão e mesmo assim ainda teremos a nós mesmos!
Teremos a opção de sorrir ou chorar...
Ficar ou correr, matar ou morrer.
Ainda teremos o pensamento, a nossa essência, o nosso Eu!
E não pense que não vai doer...
Vai sangrar até extirpar todas as suas dores.
E perderá muitas noites de sono, terá remorsos, gritará em silêncios nebulosos...
Vai viajar por si mesmo diversas vezes, na busca incansável do erro seu.
E dará mil desculpas ao que é indefensável.
E ainda assim estará ali... Você e você somente!
Com todas as suas dores, suas mágoas, seus soluços...
Estará ali...
Talvez um pouco menos crédulo, talvez um pouco mais calejado...
Mas estará ali!
E tudo o que resta é enfrentar o que não deu certo com a cabeça erguida
Com a mesma coragem de quando tudo parecia ser perfeito.
E haverão canções para lembrar de todos os…

Uma Chance.

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Eis que tudo desaba!
E fica tudo fora do lugar...
Não sabemos mais o que dizer,
Não sobraram palavras.
Parece que o mundo fica estranho...
Não há mais nada.
O vento não sopra a favor
Não adianta içar as velas
Pois o mar já nos tragou!
E só restaram lembranças...
Fagulhas de sorrisos, olhares, distância!
Perdemos tudo e não tínhamos nada a perder...
Mas foram-se os sonhos... as trilhas ficaram estreitas.
Não há tradução para isto.
Nenhuma tecnologia é capaz de apagar sentimentos...
E sangram as almas... Sangram!
E vemos um filme em câmera lenta...
Encontros, desencontros, decepções, risos e lágrimas...
Tão nossos! Tão vivos!
Somos parte de tudo isso...
E no entanto, não somos
mais parte de nada.
Uma chance... uma única chance...
E talvez fizéssemos tudo igual!
Mas eu tentaria outra vez.
Tentaria quantas vezes fosse preciso
Para um dia poder dizer que tudo valeu a pena
Pelo simples fato de ter amado você!