Conversas Mudas...

Tanta coisa para dizer...
E ficamos mudos, parados, sem ação.
Como se somente os olhares fossem suficientes em delatar, o que os lábios escondem.
Sinto taquicardias... sinto calafrios...
Mãos geladas, apreensão.
Parecemos dois vultos mudos...
__ Esperando que o outro inicie uma conversa, que nossos corpos iniciou!
Não há necessidade de perdão, onde existe amor.
Foram tantos desenganos...
Estradas convergentes, separando a gente.
Ventos que nos impulsionaram para o nada
Como grandes tempestades que um dia nos uniram
Na controvérsia do inusitado,
Na contradição dos nossos atos!
Conversamos tanto e nada falamos
Calamos!
Conversas mudas...
E nos deixamos contaminar por ciúmes e mágoas
Como crianças emburradas
Que não sabe o que quer.
Fomos tão apaixonados...
Entre laços, embaraços, juras e sussurros
Transpomos tantos muros
Mas fomos vencidos por tão pouco.
Nas primeiras chuvas finas, desataram-se os nós...
Hoje estamos divididos, nus! __ A Sós!
Nada restou, então?
Era porque nada havia?
Ou foram apenas sonhos nulos?
Feitos no calor da emoção.
Talvez tenha sido apenas um erro...
Um grande engano,
Onde a culpa não é de um só, pois...
Erros nada mais são que tentativas de acertos...
Ficamos engessados... anulados em silêncios doloridos
Como que a esperar o tempo passar
Alimentando egos... esquecendo de amar!



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Homem morre quando deixa de Sonhar!

Sobre Abraços...