O Maior Amor do Mundo

Passamos parte da vida planejando o futuro...
E num passe de mágica, todo ele se resume em um ser que nos habita por meses seguidos, absorvendo os nossos nutrientes, ouvindo a nossa voz, sentindo os nossos sentimentos, sem nada dizer.
Um expectador invisível, mas presente.
E um belo dia sentimos os seus primeiros movimentos, tímidos; é verdade... mas emocionante!
E tudo toma outro rumo...
Já não pensamos como antes, o mundo toma outra proporção, parece até mais ameaçador.
E os nossos sonhos são todos em direção deste pequeno ser...
Escolhemos o nome, a cor do enxoval, planejamos o parto e criamos uma série de expectativas.
E no decorrer do tempo vamos avançando em sentimentos...
São tantas dúvidas, tantas interrogações e inquietações.
Queremos encontrar o melhor modo para educar, queremos encontrar a fórmula mágica para que não sinta nenhuma dor...
E a qualquer sinal de fumaça, já estamos correndo para o médico para saber se tudo está dentro do esperado...
E a barriga cresce, avoluma, as roupas não cabem, não importa! Não!
Vale cada desconforto pelo simples sentir dos seus movimentos...
E a emoção só aumenta com a ultrasonagrafia, com a contagem regressiva para conhecer aquele ser que já nos conhece tão intimamente.
Escolhemos o parto ou somos pegas de surpresa... uma bolsa que se rompe, um descolamento de placenta...
O coração acelera, a dor atormenta, mas o sentimento é um só: Amor!
Um amor incondicional, pra toda a vida, por quantas decepções que este mesmo ser possa lhe causar.
Um amor capaz de nos transformar em feras, para defender, proteger e ver feliz.
E vem as noites mal dormidas, as cólicas intermináveis, seios empedrados de leite, desconfortos, mas as recompensas se traduzem nos sorrisos, naqueles olhares inocentes ao sugar o alimento...
A sensação de dar colo para alguém tão pequenino e tão seu... mas que não será tão seu a partir dali!
E como sofremos e nos angustiamos com estes seres que são pedaços de nós!
E planejamos o futuro, não mais o nosso; mas os deles!
A escola, os cursinhos, o melhor... sempre o melhor de tudo e de nós mesmos.
Abdicamos do nosso tempo, abdicamos de tantos outros planos, por eles.
E o amor só faz crescer... nos primeiros grunhidos, ao engatinhar, nos primeiros passos, nas palavrinhas monossilábicas, nas frases inteiras, nas artes e brincadeiras de criança.
O tempo passa, eles crescem ainda mais, ficam independentes e querem fazer tudo sozinhos...
Correm, caem, machucam e nós cuidamos, numa aflição ímpar.
Ah, se houvesse como não permitir que sentissem dor!
Mas, o tempo pode fazer com que eles cresçam no tamanho, dando-lhes toda autonomia a que tem de direito; todavia não nos tira o prazer de amá-los!
E este amor incondicional permanece além do tempo...
Pois o amor de uma mãe por um filho é o maior amor do mundo!

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