Introspecção!

Chega um determinado momento da vida que é preciso parar!
Deixar de olhar ao redor e olhar para si mesmo... uma introspecção!
Reavaliar-se... com cuidado, com zelo, como se fosse um cristal delicado.
Listar as  qualidades e defeitos sem hipocrisias, sem falsetes, sem maquiagem.
Precisa-se ter a coragem de dizer: NÃO!
A coragem de assumir as infelicidades e percorrer novos caminhos, novas atitudes, novos focos...
Apagar o que não deu certo, aprender a caminhar sozinho, sem escoras, sem muletas!
Não ter medo de cair e levantar quantas vezes forem necessário.
Deixar de responsabilizar o outro pela  felicidade ou pelos desenganos; pois as suas expectativas não devem estar sobre os ombros de ninguém.
Assumir todos os riscos! Voar e aterrissar sem dramas.
Que hajam tombos, arranhões, braços quebrados... histórias para contar.
Abandonar sem receio o velho, o choro, a dor!
Acreditar que nada é impossível... nada é inatingível!
Disponibilizar-se para a vida!
Não passe mais vinte anos acreditando em fórmulas mágicas que não lhe trouxeram alegria...
Não envelheça na alma. Não endureça o seu riso.
Aprecie as suas rugas com prazer, pois são reflexo das suas experiências.
Não tenha vergonha de sentir-se feliz, em paz.
Pare de desculpar-se por tudo como quem nada quer...
Mire-se no espelho do autoconhecimento, assuma-se!
Nunca permita um resumo de si mesmo... pois cada um é um infinito de possibilidades, dúvidas e consequências.
Ame as suas incertezas, pois são elas que lhe dão todas as certezas de que necessita.
Seja um dia só seu! Só para si mesmo... admire-se, toque-se, invada-se!
Descubra os seus próprios prazeres... desprenda-se!
Integre-se ao meio, faça parte de um todo, comunique-se com a energia interior...
Dê a si mesmo o tempo necessário para encontrar-se, antes que se perca no vai e vem do mundo.
Não há outra metade... pois o ser humano é único, portanto é um inteiro!
O que se pode encontrar no outro é tão somente aquilo que nos transborda!

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