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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

Cigana

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Não sei dizer o feitiço que é
Não sei decifrar.
Hipnose é mais sensato dizer
O que sinto quando admiro você!

Mulher de enigmas
De sorriso encantador
Dança tão divina
Que me enche de amor.

Ouço os tambores
Ouço a música
Contemplo a dança
Embriago-me!


Passos perfeitos
Lenços, facas, fogo, taças!
E a serpente a envolver-lhe o corpo
Tão íntima, tão linda, tão única!

Cigana de encantos
Cigana!

Contemplo a sua graça
Envolto numa névoa mágica
Onde tudo é só você!

Leia a minha mão...
Jogue as suas cartas!
Dance entre luzes...
Pés descalços... castanholas!
Movimentos delicados
Ou não!

Não sei definir
Não sei o que falar
Incensos pelo ar...
Perco-me na sua saia
Na embriaguez do seu perfume


E rodopia. Rodopia...
Frenética, absoluta!
Senhora de si
Encanta a lua...
Mulher misteriosa
Doce, firme, maravilhosa!

Sussurro o seu nome
Incansável em admirá-la
Esmeralda... Esmeralda!

Conhecendo o Carnaval...

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Carnaval... pierrot e colombinas...
Frevo, samba, suor e cerveja!
Festa, alegria...
Maracatu, axé, pagode e fantasia!
Todo mundo empolgado,
Muitos embriagados...
Sexo na avenida!
Escolas de samba, bateria,
Homem, mulher, menino e menina
Um País em euforia!

O evento chegou ao Brasil em meados do século XVII, época que as pessoas saiam nas ruas mascaradas para brincar e dançar. Hoje, o carnaval tornou-se a maior comemoração de rua do país, movimentando o turismo e a economia.
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas com os materiais, mas era bastante popular.
Isso pode explicar o fato de …

Verdades e Mentiras...

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Poucas verdades são ditas de fato...
Na maioria das vezes são meias verdades, o que constitui meias mentiras.
Mas não existe "meio" anão!
Então seriam todas as palavras mentiras enfeitadas de verdades?
Palavras soltas.
Meias palavras.
Frases inteiras de intrincados mistérios, quando poder-se-ia dizer o simples.
Mas não existem apenas verdades... existem pequenas mentiras...
Dizem que são mentiras "necessárias"! Será?
E se toda a verdade fosse apenas o que salvaria?
Mentiras seriam ditas?
Omitir é mentir?
E quando tudo que se tem é um ninho de falsas palavras?
Mentiras compulsivas... diárias... elaboradas...
Verdades veladas... urgentes!
Tão pungentes que ferem a alma.
Todo mundo mente? Todo mundo omite?
O que é "todo mundo"? Seria muita gente ou um punhado de alguém?
E quantas verdades existem de fato na História?
Pedro Cabral não descobriu nada, apenas as índias que por aqui encontrou... rsrsr
O quê podemos crer da vida?
Deus existe ou é ilusão?
Criação d…

Era Uma Vez...

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Era uma vez... um amor! Tão doce, tão forte, tão meu Que eu queria que também fosse seu! Assim, bem de mansinho Inteiro, todinho Mas que no meio do caminho Entre tantos descaminhos,  O pobrezinho se perdeu...
Era uma vez... um amor! Tão delicado, tão sincero Tão incrível e singelo Que o mundo admirou... O amor que eu sentia Que você tanto queria E que a vida rejeitou.
Era uma vez... E por ter sido apenas uma Não teve um talvez Se tivesse mais alguma Seria apenas uma O amor que a gente fez!

Era uma vez... um amor de mentirinha Que por você, eu sentia E que vento desfez!

Envelhecer...

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Envelhecer...
Como aquela foto sobre o móvel... amarelada pelo tempo.
Rugas que traçam linhas fincadas, tão fortes!
Memórias que se perdem ou lembranças que se atrapalham...
Movimentos não tão seguros quanto antes, tremedeiras...
Detalhes de uma vida inteira que se vão!
Bengalas, apoios, muletas...
Sabor de passado, tão distante.
Olhar não mais tão vívido...
Envelhecer... entardecer de uma vida.
Como os risos da criançada...
Netos, bisnetos, garotada.
Onde parece que nada mais se encaixa...
Onde estão todos os que conheceu?
Onde foram assim tão rápido?
A velha cadeira de balanço, range... range...
O tempo parece eternizado
Dias iguais, dias monótonos...
Dores, suores, ausência de vida
Ausência de cores.
Ossos fracos...
Poucas palavras, ninguém para falar.
Como uma moldura enfeitando o lugar...
Mãos calejadas, unhas tão curtas
Velhice na cara, velhice tão dura.
Envelhecer... perder a vida ainda que vivo
Ser parte de algo que não mais existe
Esquecido num canto,
Esquecido por todos.
Como…

Enterros...

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Alguns dias são como enterros... lúgubres! Não que o sol não brilhe, não que não haja luz, não. Mas não há vida. São dias nublados, insossos... frios. Gelados na alma como iceberg. Funerais de lembranças... risos mortos... gargalhadas. Soam tão distantes que parecem lendas! Dias e dias de enterros vívidos de nós mesmos... Coisas que não fizemos, que não dissemos Que deixamos de concluir... Dias inteiros desperdiçados de conclusões errôneas. Palavras que pensamos mas que nunca pronunciamos Funerais de esperanças frustradas. Lágrimas de remorsos... lágrimas de tristeza Das coisas que deixamos passar Dos orgulhos que sempre impediram Das frases que nunca ouviremos alguém dizer. "Eu te amo", "estou com saudades", você é importante pra mim" Dos reconhecimentos que nunca virão Dos abraços perdidos Dos beijos tão desejados. Enterro de coisas que nunca existiram Senão no inconsciente... senão nas ilusões. Ou enterros simbólicos, mas tão doloridos, daquilo que foi um di…

Mulher!

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Mulher, menina, moleca
Fêmea, mãe, sapeca!
Dona de mistérios...
Cheia de venenos
Risos, sérios...
Guardiã de segredos.
Mulher, senhora, poderosa
Nua. crua, carinhosa...
Diva, criança
Serena e tão livre
Útero de esperança
Absoluta, criatura
Divina soberana
Mulher, teu nome é aventura
Rica, pobre, mucama.
Sempre acolhedora
Nos teus seios dominantes
Perturbadora, alucinante
Fogo e ventania
Mulher és alegria
Alma de amante!
Sexo frágil?
Frágil ilusão
Do homem, desdenhas
Quebranta o coração...
Mulher és a força
De um exército inteiro
Sereia, mulher, guerreira
Sexo que manda
Cria da vida
Dona do mundo!
Estrela do cosmos
Névoa de aromas
Mistérios da alma...
Mulher, ternura...
Diabólica e santa.
Magia que seduz
Corpo que encanta...
Mulher...