Absolutamente, MULHER!

Eu quero muito mais da vida que simplesmente viver!
Quero escutar o canto dos pássaros,
Sentir o frescor do dia. ir além...
Poder alçar todos os voos, todas as dores, todos os amores!
Não quero rótulos, frescuras, mentiras, nem que concordem sempre comigo, não!
Quero mais é que digam, que pensem, que falem... como já diz a música!
Sim, quero dançar todas as canções que eu quiser!
Quero ir e vir, desfilar, descalçar, desconstruir...
Desfazer tudo o que sempre nos impõe.
Burlar as regras de vez em quando, rir e chorar por erros e desenganos
Pois eu quero apenas ser normal!
Sem fetiches, sem oba oba, sem dizer a que vim!
Eu quero muito mais!
Respeito e direitos, sorrisos e elogios...
Poder ser reconhecida por também cometer meus erros e não somente ser perfeita...
Sim, todos querem a perfeição nos outros, mas em si ninguém conquista.
E eu quero poder dizer tudo que sentir vontade, quero abrir meus horizontes e poder externar o que o meu desejo incute em minha mente.
Quero gritar, sambar, sentir dores nas pernas, calos nos pés...
Quero tomar um porre e rir sem ter do quê!
Eu quero estar bem com o meu corpo, sem ou com estrias, sentir o leite jorrando dos seios, o filho a alimentar-se dele!
Quero ser mulher na essência!
Não importando a cor dos meus olhos ou o meu cabelo pixaim... pois pode ser feio pra você, mas é lindo pra mim!
E que se dane se pus silicone, se fiz plásticas, se perdi um capítulo do seriado, pois eu com certeza, deveria estar vivendo outras experiências neste momento.
Não quero ser aprisionada pelos padrões que alguém criou e determinou como sendo o certo...
Eu crio os meus próprios padrões!
Eu quero muito mais do que a mídia expõe de mim...
Quero eliminar a menstruação, transar comigo mesma, não sentir culpa, não ter medo...
Ser quem eu sou na minha estranha intimidade.
Ser mãe, ser avó, não ser nada! Ser EU!
Eliminar os dogmas, as tradições, os requisitos, os eufemismos e machismos que ainda me rodeiam.
Quero ser livre de tudo e até de mim mesma.
Eu quero muito mais da vida, de mim e de quem mais estiver ao meu lado...
E principalmente, quero não querer também.
Pois não querer nada é uma forma de querer...
Uso dos meus pontos de vista, não vejo o mundo pelos olhos dos que desejam que eu veja.
Sou feliz sendo o que sou, mesmo que pagando o preço disso.
Não estou presa aos costumes e pouco importa que gênero devo escolher para amar, desde que eu ame incondicionalmente o que escolhi para mim.
A vida não pode ser feita de apenas retas, sem curvas...
Pois compreendo que as curvas que delineiam o meu corpo é o que o erotiza e o torna interessante!
Assim é a minha vida, com curvas, atalhos, trincheiras, arbustos, trilhas e até algumas retas...
Rsrsrsrsrsrs, que loucura, você deve estar pensando, mas o que seria do mundo sem os loucos?
Dentro desta insanidade há muito mais realismo e verdade que nos utópicos de plantão.
A minha ideologia é a felicidade!
A minha liberdade é  pessoal e intransferível, como as senhas de banco.
Não permito ser diferente, por  não permitir  ser igual.
Sou fêmea, com ou sem cio; sou criatura e criadora, cheia de dúvidas, com poucas certezas, mas absoluta em pensamentos e atitudes.
Sou visceral e cretina, sonsa e vadia, sou parte do contexto de mundo em ebulição.
Sou valente, menina, arteira... dona de mim, fogo, paixão.
Mulher de lua, em todas  as suas crescentes e minguantes...
Mas absolutamente, MULHER!

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