Um Alienígena

Desnude-se de tudo por um tempo.
Deixe de lado o olhar crítico, as inúmeras suposições sobre isto e aquilo...
Dispa-se de quaisquer idealismos, modismos e tantos outros "ismos" que temos por ai.
Olhe para frente sem mirar obstáculos, sem cálculos, sem determinar que caminhos ou atalhos poderia seguir.
Dê o primeiro passo completamente nu em sua concepção.
Desconstrua o belo, o feio, o gordo, o magro, os esteriótipos que sempre conheceu.
Admire o Ser.
Permita-se estar no meio de tudo e não penar absolutamente nada.
Esqueça os seus conceitos, as suas superstições, os  seus medos, as suas manias, os seus reflexos...
Descabele-se, rebele-se, revele-se!
Pise no chão, descalço.
Sinta o calor, o frio, a brisa, o vento, o mar, a luz e não tema a escuridão de si mesmo.
Faça esta viagem de modo sereno, sem pressa, sem planejamentos...
Por um minuto apenas, distancie-se de qualquer coisa que não lhe traga paz!
Desconstruir-se é um exercício para recomeçar!
E um bom início é não cair na tentação de julgar os outros... é poder encarar a si mesmo sem tantas culpas, sem tantas cobranças, sem muitos planos e muitas permissões!
Sim, permita-se! Permita-se ser leve, livre, absolutamente livre! Sem paradoxos, sem paradigmas, sem enigmas, sem laços, traços ou rabiscos, apenas um rascunho emoldurado daquilo que se quer e que se é!
Seja nu, seja cru, seja tu!
Empolgue-se, dê gargalhadas, sinta a vida.
Como se tivesse no útero materno, renasça, reviva, repense, recrie, recomece, respire!
Reveja cada momento daquilo que foi importante.
Esqueça as crises... aprenda todas as pontuações... use-as.
Dê ponto final ao passado, aos erros, aos apegos, as idas e vindas, aos "se"...
Coloque-se em primeiro lugar.
Aceite-se com rugas, com gorduras, com cabelos brancos, com falta de libido, com tesão exagerado, com unhas fracas, com início, meio e fim.
Aceite-se naquilo que gostaria e tanto cobra nos outros.
Entenda-se como único.
Mire-se no espelho, contemple o seu reflexo...
Entenda que todas as respostas estão dentro de você, que cada passo é você quem dá e que cada escolha sua terá uma consequência.
Reavalie apenas o que for bom para uma nova estrada, não leve consigo o que não deu certo.
Descarte o erro, aprenda com ele e não o repita.
Seja o alienígena que sempre desconheceu de si mesmo, mas aprenda a sua língua, controle-se.
Use as suas asas, os seus dons, as suas intuições.
Pilote a sua nave com mão firme, sendo maleável nas curvas, superior nas alturas e precavido nas aterrissagens. Alce voos ainda maiores e interplanetários consciente de cada galáxia.
E se depois de reinventado ainda persistirem os sintomas de alienígena, não se preocupe, faz parte não ser parte de nada no mundo, mesmo sendo parte do meio.


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