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Mostrando postagens de Julho, 2015

Fases e Tipos de Violência .

A violência doméstica segue, muitas vezes, um ciclo composto por três fases:
1º FASE: A CONSTRUÇÃO DA TENSÃO NO RELACIONAMENTO Nessa fase podem ocorrer incidentes menores, como agressões verbais, crises de ciúmes, ameaças, destruição de objetos etc. Nesse período de duração indefinida, a mulher geralmente tenta acalmar seu agressor, mostrando-se dócil, prestativa, capaz de antecipar cada um de seus caprichos ou buscando sair do seu caminho. Ela acredita que pode fazer algo para impedir que a raiva dele se torne cada vez maior. Sente-se responsável pelos atos do marido ou companheiro e pensa que se fizer as coisas corretamente os incidentes podem terminar. Se ele explode, ela assume a culpa. Ela nega sua própria raiva e tenta se convencer de que “... talvez ele esteja mesmo cansado ou bebendo demais”.

2º FASE: A EXPLOSÃO DA VIOLÊNCIA – DESCONTROLE E DESTRUIÇÃO A segunda fase é marcada por agressões agudas, quando a tensão atinge seu ponto máximo e acontecem os ataques mais graves. A re…

Entrelinhas...

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Tantas coisas falamos sem dizer palavras
Nas entrelinhas de olhares, nos suspiros consternados...
Prolongamos reticências e entre aspas vamos divagando.
Perdemos o sentido das frases, erramos nos adjetivos
E entre substantivos, vamos maquiando  as dores.
Os desgostos tão doloridos, os desapegos sem motivos!
Escrevemos textos redundantes, por querer dizer sempre as mesmas coisas.
Afundamos em versos e poemas, rimas e quebradas
Parágrafos inteiros de absolutamente nada!

Entrelinhas sangrentas de palavras nunca ditas
Tão claras e tão sutis...
Evoluímos nas lágrimas, em estrofes bem cantadas
Por um alguém tão igual
Que seria até sensato dizer que
Na dor e por amor são irmãos!
Tantas palavras, tantos silêncios gritantes
Ricos em detalhes de tanto sentir...
Entrelinhas de vida, chegadas e partidas
No verso da rima, a despedida
No verso do mundo, o dom de sorrir!

Amo a Minha Pátria!

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Brasil, amo a minha Pátria!
Mesmo em tempos de corrupção
Mesmo com bandidos de armas na mão
Mesmo com tantos colarinhos brancos
Mesmo com os juros tão alto dos bancos!

Brasil, amo a minha Pátria!
Tão cheia de cores,
Com seus peculiares sabores,
Com seu povo mistificado
Com seu ideologismo abalado
Ainda é Brasil!

Amo essa Pátria acolhedora
Cheia de gente que batalha
Entre balas de fuzil, metralhadora
Não perde a linha, nunca falha!

Brasil, amo a minha Pátria!
Que uns teimam querer pichar
Não há terra melhor que esta
Onde estrangeiro decide pousar...
Entre palmeiras, praias e matas
Cachoeiras e cascatas
O sorriso teima em brilhar!

Brava gente, brasileira
De alma nobre, guerrilheira
Com coragem quer mudança!

Tem na vida esperança
De um dia tudo mudar
Nesta terra de abundância
Um dia a paz reinar!




Abandono

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Sento-me na varanda...
Entre muitos sons, busco o som do teu riso
Onde escuto nada além de sons desconhecidos.

Vejo tanta gente passando,
Ninguém me olhando
Num dia após o outro, sem fim.
O abandono de mim...

Sem abraços apertados,
Sem visitas, sem notícias
Tudo somente nas lembranças
Do tempo em que eras criança...

Dias que passam sem cor
__ Destituído de amor!
Perdido de tanta saudade
Num embaraço de dor
Eis a mais pura verdade
A vida perdeu o sabor...

Ouço vozes tão distantes
Nem sei mais se aqui pertenço
Nada mais é como antes
Tudo é desalento...

Fostes embora pra bem longe
Dizendo que aqui voltarias
Nunca mais aqui viestes
Nunca mais a mim, verias!

Abandono é um nome
Muito duro de dizer
Quando de um gesto tenho fome
De a ti poder rever!

Hoje mais um dia...
Amanhã quem sabe vem...
__ O filho que eu tanto queria
Um dia querer meu bem!



O Menino

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O menino estava no cais
Sonhava com o mar aberto
Queria ganhar o mundo
Sem ter um rumo certo...

Era franzino o pobre menino
Cabeçudo de dar dó
Traçava o próprio destino
Seus sonhos sabia de cor...

Não tinha ouro nem prata
Apenas tinha a si mesmo
Era oriundo da mata
Caboclo da peste, alma engajada!

Menino danado, menino de fé

Estava no cais o menino
Como todas as tardes fazia
Orava baixinho, pedindo
Milagres à Virgem Maria!

Era uma tarde tão quente,
Era uma tarde qualquer
Menino pobre, carente
Aceita a sorte que der!

O menino estava no cais
Sonhando com  seu destino
Vestiu-se de sonho na noite
E de sonhos viveu o menino!

Sobre o Fim.

Nada é tão definitivo na vida quanto a morte! E viver é tão passageiro que constrange... Basta um momento e nada mais será como era antes. Sonhos deixam de existir, aromas não são mais sentidos, sobra saudade. Tanta vida descuidada, tantos seres desconhecidos. Quantas histórias não conhecemos? E tudo é tão vívido e tão solene... O sol que nasce, a lua que se despede, o mar que vai e vem. Ouço o canto dos pássaros e imagino quantas notas musicais tem ali. Somos partículas de um Universo em expansão. Voltamos ao pó e nada mais. E como é difícil ao homem acreditar em sua pequenez. Sempre criará respostas mirabolantes para dizer que há novos mundos, outras chances, novos começos...  Pois a imortalidade é algo que o seduz! Somos tão "especiais"... Seríamos se não fôssemos tão tolos! Estamos por um fio, estamos. Não compreendemos a essência de sermos parte do contexto e não os senhores de tudo. Destruímos o que deveríamos preservar, criamos bombas, bactérias, armas químicas, mas n…

Nunca Mais...

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Eu nunca mais vou amar,
Não vou sofrer, nem chorar
Nem deixar a voz calar!

Nunca mais vou falar de amor
Nem sentir o calor
Que sente quem ama!

Vou fechar o meu corpo
Trancar minhas entranhas
Apagar minhas chamas...

Matei o cupido
Estúpido que era...
Dizia-se fada,
No fundo era fera!

Não terei nenhum plano
Nada que faça sonhar
Pois viver de amor é engano
Faz sorrir, faz cantar
__ Num laço de dor,
Por dias e anos!