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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Para Marli...

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O dia amanheceu mais triste...
Nenhuma palavra conseguiria expressar
Lembranças, frases soltas no ar,
Pequenos fragmentos de momentos
Que não vão voltar.
Já sinto saudade do muito que não teremos
E do pouco que vivemos.
Seus olhos se fecharam para sempre,
Numa dura viagem para a eternidade
Deixa aqui tanta gente, tanta história...
Cada qual em suas memórias
Vão pra sempre lembrar!

Está com Deus, vão dizer muitas vezes
Na tentativa de confortar
Mas nada apaga do peito a dor
Que por muito tempo irá ficar.
Quem parte não sabe o pranto de quem fica
Pois a morte não sabe explicar
Aos que ainda tem vida
Como viver sem lágrima chorar.

Não sei se viveu pouco tempo
Ou se foi o tempo que a vida lhe deu
Só sei que neste tempo incerto da vida
Deixa pra sempre um pedaço seu!
Aonde quer que você esteja
Neste tempo que todos choram
Saiba que lembro da sua alegria
Para dar forças aos que por você, oram!



Descompasso...

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A boca fere,  A alma sangra... Palavras que engasgam dentro da gente Num soluço, num nó, entrave. Perda de tempo, perda de vida Perda de dias... Perdas! A incompatibilidade de gênios. Num mar agitado e sem ritmo Num descompasso do coração Falamos o que não sentimos E com isso, solidão!
Pontes já não nos une Janelas que se fecham... Não há liga, não há futuro. Tudo que se tem é ofensa Tudo que há; é irritação. Somos seres que se desencontram Nas palavras, repetidas Pelos desencontros da vida Pelo sim e pelo não. Quase não há ganho Diante do tanto desperdiçado Um querendo estar certo Diante do outro, emburrado! Ambos, almas feridas No descompasso do amor! Perdidos num único passo Corroídos na mesma dor...

Enigma

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Eu quero sempre a dose mais forte da vida
Seja em dias de chuva ou ensolarados
Seja em qualquer ocasião, pois não saberia viver em pequenas dosagens.

Quero sentir. Soprar todas as ventanias,
Poder sentir os cabelos na cara, sim!
Quero me descabelar e sorrir
Pois não saberia viver de modo a não experimentar a bagunça.

Quero perder-me nos verbos inconjugáveis
Poder sangrar todas as verdades
Poder desdizer o que nunca disse
E nos emaranhados das palavras, nada dizer.

Não quero ser compreendida, não!
Que graça teria ser tão normal?
Sinto-me complexa, sem eira e nem beira
Num cadafalso de labirintos em mim.

Quero o infinito, as incertezas, as quebradas
Ser inteira e não ser nada.
Poeira que não se vê, vento que apenas sopra
Um ponto no Universo, um ser sem  explicação.

Permita-me ser o que sou
Sem mais, nem menos,
Mas absolutamente indecifrável.


Mia, nas Entrelinhas!

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Nasce mais um filho.
Lançado na Bienal do livro do Rio de Janeiro/2105.
Como já dizia Rubem Alves: "Ah, como as entrelinhas são importantes. É nelas que estão escritas as coisas que só a alma consegue entender!" E nas Entrelinhas destas páginas o leitor encontrará muitas respostas. Em uma leitura leve e despretensiosa, a autora nos faz refletir sobre temas como a vida, os sonhos, a fé e o amor.  Entrelinhas é uma obra para ser saboreada em cada detalhe, cada frase, com o coração e a alma da sensibilidade.